
Com o objetivo de manter os associados sempre bem informados sobre assuntos relativos à produção leiteira, o Laticínios Taigor's publicará o Informativo da Qualidade, uma publicação técnica, aqui, para poderem acessar de onde estiverem. Nele você encontra abordagens dos principais assuntos ligados à qualidade do leite, abrangendo todas as etapas do processo. E se você tiver alguma dúvida, é só nos comunicar através da Linha Direta. Você pode acessar os Informativos da Qualidade aqui neste portal de comunicação criado especialmente para você.
Atenção!
Cada etapa que envolve a produção de leite deve receber atenções e cuidados especiais. Do campo à indústria, existe uma série de detalhes que devem ser observados minuciosamente para que a qualidade do leite não se perca no caminho. Lembre-se de que um leite de alta qualidade significa ganho para toda a cadeia leiteira.
Aqui você encontra, de forma simples e objetiva, informações úteis à produção do leite.
Prezado produtor,
O Laticínios Taigor's passará a publicar o "Boletim de Análise do Leite do Produtor". Trata-se de uma importante fonte de dados sobre a qualidade do leite produzido na sua fazenda. Uma vez por mês, o boletim trará os resultados das análises do leite coletado em sua propriedade. Esses dados devem ser avaliados e acompanhados por você, já que, em breve, serão usados como critérios para o pagamento do leite.
Dentro de alguns meses, uma bonificação de qualidade será paga com base na Contagem Bacteriana Total, Contagem de Células Somáticas, Extrato Seco Desengordurado e Proteína Total apresentados no leite. Os resultados das análises serão classificados em 4 categorias, conforme modelo do boletim anexo.
É importante ressaltar que a categoria 1, por exemplo, significa que o produtor alcançou os melhores índices de qualidade Taigor's. Portanto, ele terá direito à bonificação máxima paga em relação à qualidade.
A categoria 1 deve ser a meta do todo produtor, pois o leite de qualidade traz benefícios para toda a cadeia produtiva. Ganha o produtor, que receberá mais pelo seu produto, ganha a indústria com o aprimoramento da matéria prima e, finalmente, sai ganhando o consumidor, que poderá ter acesso a produtos de melhor qualidade e com maior segurança.
Para ajudá-lo nesta empreitada, junto com o Boletim de Análise, O Laticínios Taigor's também publicará o "Informativo de Qualidade", com dicas úteis e informações importantes para que você alcance uma produção de leite de excelente qualidade.
Laticínios Taigor's
FATORES DETERMINANTES DA QUALIDADE DO LEITE
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| 1. Resfriamento do leite |
2. Limpeza dos equipamentos |
3. Controle da mastite |
» Modelo do Boletim
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RESULTADO DA ANÁLISE
DO DIA 12/08/2010 |
RESULTADO OFICIAL
CLINICA DO LEITE |
PARÂMETRO IDEAL |
| CBT |
22.000 |
18.000 |
menor que 20.000 |
| CCS |
170.000 |
150.000 |
menor que 200.000 |
| GORDURA |
3,6 |
3,8 |
maior que 3,9 |
| PROTEÍNA |
4,0 |
4,2 |
maior que 3.5 |
| CRIOSCIPIA |
-0,538 |
-0,540 |
maior que -0,535 |
| ANTIBIÓTICO |
negativo |
negativo |
negativo |
| TEMPERATURA |
5º |
4º |
menor que 5º |
| ACIDEZ |
16 |
15 |
15 a 16 |
| DENSIDADE |
1.030 |
1.030 |
1.030 a 1.034 |
| EST |
11,80% |
12.00% |
acima de 11.60% |
| ESD |
8,50% |
8.55% |
acima de 8.50% |
| REDUTASE |
2:35 h |
4:00 h |
acima de 2:30hs |
| SUJIDADE |
regular |
bom |
bom |
| ÁLCOOL ETÍLICO |
negativo |
negativo |
negativo |
| CLASSIFICAÇÃO: 1 |
| 4 (de 0 a 35% do resultado); 3 (de 36 a 60% do resultado); 2 (de 61 a 85% do resultado) e 1 (de 86 a 100% do resultado). Sendo que os itens com amior peso são os do programa de qualidade. |
Prezado produtor,
Do campo à indústria, há uma série de cuidados que devem ser observados para que a qualidade do seu leite não se perca no meio do caminho. Tão importante quanto garantir o acesso do caminhão-tanque à sua propriedade, adotar práticas corretas de limpeza e de resfriamento, além de fazer o controle da mastite, é certificar-se de que a amostra do leite que sai da sua fazenda chegue a fábrica em plenas condições de confiabilidade. A amostra deve retratar a qualidade do seu produto.
Nesse processo, é fundamental o envolvimento de todos, principalmente a do transportador, já que ele é o profissional responsável pela coleta da amostra do seu leite. Para que você possa conhecer, acompanhar e avaliar se a coleta da amostra está sendo feita corretamente, o Informativo da Qualidade traz todos os procedimentos operacionais que devem ser aplicados no dia-a-dia pelo transportador.
Laticínios Taigor's
Os resultados das análises dependem dos critérios da amostragem
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| Caminhão com tanque isotérmico |
Equipamentos para coletada amostra de leite |
» Veja como é o procedimento operacional do transportador
» Dicas de Qualidade
DICAS DA QUALIDADE - Controle da Mastite
MANEJO DA ORDENHA - O princípio básico de uma ordenha eficiente é manter os tetos limpos e secos, visando a obtenção de leite de qualidade e a redução da incidência da mastite. Para prevenir a transferência de bactérias entre os animais, durante a ordenha, é fundamental fazer a desinfecção dos tetos (pós-dipping). Esta é a medida mais importante para o controle da mastite contagiosa.
Por outro lado, a desinfecção e secagem dos tetos antes da ordenha (pré-dipping) pode reduzir, em até 50%, os novos casos de mastite causada por agentes ambientais. Este procedimento tem uma ação importante na melhoria da qualidade do produto. Especialistas consideram a pele do teto como uma das principais fontes de microorganismos, responsáveis pela contaminação do leite após a ordenha.
FUNCIONAMENTO DO EQUIPAMENTO DE ORDENHA - A ordenha deve ser realizada de forma a minimizar as lesões nos tetos e a reduzir a transferência de bactérias de uma vaca para outra. Portanto, o equipamento de ordenha deve ser dimensionado de acordo com os padrões da Cartilha da Taigor's e checado a cada seis meses.
TRATAMENTO DE VACA SECA - O tratamento dos casos de mastite subclínica deve ser feito 60 dias antes do parto. O momento de secagem da vaca permite maior eficácia dos antibióticos. A resposta positiva é obtida pela maior concentração dos medicamentos para vaca seca, devido ao aumento do tempo de permanência dos antibióticos na glândula mamária. Esta é uma importante medida para reduzir as infecções existentes e também na prevenção de novos casos.
TRATAMENTO IMEDIATO DE TODOS OS CASOS DE MASTITE CLÍNICA - Trata-se de um procedimento que envolve a detecção precoce dos casos clínicos, através do uso de caneca telada ou de fundo preto, marcando o início do tratamento intramamário com bisnagas individuais. Esse tratamento deve ser realizado de acordo com as recomendações de um médico veterinário. É importante observar o tempo de descarte do leite de todos os quartos, durante e após o término do tratamento
DESCARTE DE VACAS - Animais que não respondem à terapia devem ser descartados do rebanho. A presença destas vacas na fazenda implica em risco de novas infecções e contágio.
CONFORTO ANIMAL - Manter o local de permanência das vacas limpo e confortável reduz os riscos de transmissão de microrganismos do ambiente para o animal durante o período entre as ordenhas
Prezado produtor,
Preocupada com as graves consequências dos resíduos de antibióticos no leite, a Taigor's decidiu tratar do assunto neste Informativo da Qualidade. No decorrer dessas páginas, os produtores terão acesso ás medidas que evitam a ocorrência dessas drogas no produto para consumo humano.
Estima-se que, hoje, 80% a 90% dos resíduos de antibióticos encontrados no leite, têm como causa o tratamento da mastite, considerada a principal doença do rebanho leiteiro que requer, como tratamento, a antibioticoterapia.
O maior índice de contaminação ocorre durante o período de lactação dos animais, independente da via de aplicação (intramuscular, intramamária, intrauterina, endovenosa, oral, tópica ou através da pele). Portanto, para se evitar a presença de resíduos no leite, é fundamental respeitar o período de carência especificado na bula do remédio.
Para ajudá-los a conhecer os medicamentos, a Taigor's buscou informações diretamente dos laboratórios. As páginas centrais trazem a ficha técnica dos principais antibióticos de uso veterinário disponíveis no mercado, com as especificações fidedignas dos fabricantes.
Ao fazer o uso correto dos antibióticos, toda a cadeia produtiva do leite sai ganhando. E o consumidor poderá ter garantida a qualidade e segurança do alimento que diariamente chega a sua mesa.
Laticínios Taigor's
Evite resíduos de antibiótico no leite, respeitando o período de carência dos medicamentos
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| Filtro de leite limpo e filtro de leite sujo (acima) |
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Filtração do leite: coador |
» Controle das células somáticas no leite
» Dicas de Qualidade
DICAS DE QUALIDADE - Limpeza de Equipamentos
Uma das melhores maneiras de monitorar a presença de bactérias nos equipamentos de ordenha é através da inspeção visual. Veja, abaixo, como reconhecer se existem falhas na limpeza e como proceder para evitar os depósitos de microorganismo nos seus equipamentos:
| Coloração do equipamento |
Principais causas e Procedimentos |
Cor Amarelada |
Presença de gordura
Confira a temperatura da água e a concentração do detergente alcalino clorado |
| Cor Azulada |
Presença de proteínas
Confira a concentração de cloro no detergente alcalino clorado |
| Cor Branca |
Presença de minerais
Avalie a utilização do detergente ácido |
| Cor Avermelhada/Marrom |
Altas concentrações de ferro na água |
| Cor Preta |
Avalie a troca dos componentes de borracha e a concentração de cloro nas soluções de limpeza. |
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| Limpeza dos equipamentos de ordenha |
Aquecedor de Água |
Prezado produtor,
Em todo o mundo, a demanda por alimento saudável e, em especial, pelo leite de alta qualidade exige processos seguros na produção, tanto no campo como na indústria. E quando se fala em leite de qualidade, tudo começa na fazenda.
O processamento do leite, por si só, não é capaz de responder por melhorias da qualidade e, assim, só a ação individual dos produtores, nas fazendas, poderá garantir os níveis de qualidade exigidos pelo mercado.
É justamente aí que fatores como a limpeza e higienização dos equipamentos de ordenha e tanques ganham destaque. Vale ressaltar que a contagem bacteriana total é um dos parâmetros de avaliação da qualidade do leite, que faz relação direta com a limpeza e sanitização do equipamento de ordenha, tanque de expansão, além do resfriamento imediato do produto.
Por isto, produtor e indústria passaram a investir em ações dirigidas à melhoria da limpeza dos equipamentos, por meio de treinamento e acompanhamento direto das ações realizadas no campo. As recomendações técnicas para a limpeza dos equipamentos há muito foram consolidadas e servem para qualquer sistema de ordenha, basta apenas adequá-las a realidade de cada propriedade.
Por isto, essa edição do Informativo da Qualidade traz dicas e procedimentos que, embora simples e rotineiros, são fundamentais para definir a qualidade do leite. São medidas que sempre devem ser adotadas pelos produtores.
Laticínios Taigor's.
A limpeza dos equipamentos é essencial em todo o processo de produção
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| Equipamento para contagem de bactérias |
Filtro de linha: checar após a ordenha |
» Limpar e satinizar os equipamentos reduz a contagem bacteriana do leite
» Dicas de Qualidade
DICAS DA QUALIDADE - Fatores de Sucesso
1- Temperatura da água
2- Tempo de circulação da solução de limpeza
3- Turbulência da solução de limpeza
4- Produtos de limpeza
A
temperatura da água facilita a solubilização dos componentes do leite, retirando-os das superficies dos equipamentos. Sem água quente não se remove adequadamente a gordura;
O
tempo de circulação da solução é projetado para permitir um tempo exato de contato do príncipio ativo, que deve reagir com o filme de leite, sobre a superficie do equipamento. Esse tempo (calculado em 10 minutos) é suficiente para que a solução de lavagem não esfrie, provocando a deposição da fração sólida do leite, o que prejudica a limpeza;
A
turbulência da solução de limpeza consiste, por sua vez, em uma ação mecânica responsável por soltar os resíduos de leite que aderem à superfície dos equipamentos. Normalmente, essa ação mecânica é exercida pela água que circula, na tubulação, podendo ser realizada por uma escova apropriada na limpeza manual;
Não deixe de fazer os cálculos do volume de água necessário em cada etapa de limpeza e no sistema de ordenha;
Faça a avaliação físico-quimica e microbiólogica da qualidade da água utilizada em qualquer processo de limpeza;
A avaliação da dureza da água possibilita o cálculo correto da concentração dos produtos de limpeza;
Os
produtos de limpeza têm as seguintes funções:
Detergente alcalino clorado - Quebrar e dissolver as moléculas de gordura e proteína.
Detergente ácido - Remover os depósitos minerais e pedra de leite.
Sanitizantes - Eliminar as bactérias que se multiplicam durante o intervalo entre as ordenhas.
Treine os empregados que executam as rotinas e não se descuide do monitoramento periódico da limpeza.
Prezado produtor,
A preservação da qualidade da água constitui, hoje, um dos principais desafios para a humanidade. Apesar da sua capacidade de renovação, o crescimento desordenado da população e das atividades econômicas estão comprometendo a qualidade da água, fazendo-se necessário reverter esta situação.
O problema se agrava no campo, pois, ao contrário das cidades, que em sua maioria dispõem de água tratada por empresas de saneamento básico, no meio rural esse benefício ainda não chegou. Estima-se que grande parte das fazendas leiteiras utiliza, em seu processo de produção, fontes de água sem tratamento prévio, comprometendo a qualidade do leite e a própria saúde dos animais.
A qualidade da água é necessária em todas as etapas de produção do leite. A começar pela alimentação dos animais, limpeza dos tetos no ato da ordenha, lavagem e desinfecção dos vasilhames e equipamentos de ordenha, além da higienização das instalações. Dependendo do volume de produção do leite, tipo de alimentação dos animais e clima, uma vaca pode ingerir entre 40 e 120 litros de água por dia.
O tratamento da água no meio rural é fundamental para garantir a saúde das pessoas e animais, contribuindo diretamente na qualidade do leite e na produção de alimentos seguros pela agroindústria. Por isso, o assunto é o tema dessa edição do Informativo da Qualidade que, nas páginas centrais, aborda desde a seleção da fonte até o seu tratamento final, contribuindo de forma decisiva na preservação de nossos recursos hídricos.
Laticínios Taigor's
A água deve proceder de um manancial protegido de contaminações, livre da poluição ambiental
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| Nascente protegida |
Córrego com água límpida |
» Saiba mais sobre a qualidade da água no meio rural
» Dicas de Qualidade
DICAS DE QUALIDADE - Preservação da água
Principais problemas na obtenção de água de qualidade
Seleção inadequada de fonte de água de baixa vazão, desprotegida ou sujeita à contaminação ambiental.
Captação de águas subterrâneas (poço artesiano, poço raso e nascente) próximos a locais com acúmulo de matéria orgânica ou muito adubados (curral, esterqueira, fossa e pomar).
Captação de águas superficiais muito contaminadas/poluídas.
Falta de tratamento preliminar das águas superficiais antes da filtração e da cloração.
Caixas d'água destampadas, sem observação dos prazos de limpeza a cada seis meses.
Falta de desinfecção da água com produtos à base de cloro.
Vazamentos, desperdícios e uso abusivo da água.
Destinação inadequada às "águas servidas".
Falta de preservação dos recursos hídricos.
Medidas para manutenção da qualidade da água
Selecionar, com critério, a fonte de água que melhor atenda o requisito da quantidade e da qualidade.
Fazer a captação de águas superficiais, observando os cuidados com a colocação da bomba, para que ela não fique muito próxima da margem ou do fundo do leito da fonte de água escolhida.
Adotar cuidados sanitários ao construir poços artesiano e raso para garantir a qualidade da água.
Assegurar a qualidade das águas de nascentes de encosta, por meio da introdução de canos perfurados no interior do lençol, para capta-las em sistema fechado até a caixa de armazenamento.
Garantir a qualidade das águas de "nascentes difusas", que escorrem a céu aberto, por meio do mesmo tipo de tratamento indicado para águas superficiais.
Evitar o uso excessivo de cloro para tentar corrigir eventual problema na captação ou no tratamento preliminar da água.
Limpar as caixas de armazenamento de água pelo menos a cada seis meses.
Buscar orientação de um técnico, sempre que necessário.
Prezado produtor,
No dia-a-dia da fazenda, muitos produtores consideram a contagem de células somáticas um simples indicador numérico para o leite que repassam para a indústria, sem levar em consideração a saúde da glândula mamária dos animais de seu rebanho.
Critérios usados internacionalmente para monitorização da qualidade do leite foram incorporados às normas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por meio da Instrução Normativa 51 que, a partir de 01/07/2005 entrará em vigor nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste, e em 01/07/2007 para o restante do País.
Atualmente, a contagem de células somáticas (CCS), é o parâmetro mais utilizado, no mundo, para a avaliação da qualidade e higiene do leite e da situação da mastite em rebanhos leiteiros.
Sabemos que a mastite acarreta prejuízos econômicos para o produtor e indústria, provocando a redução na produção de leite, descarte prematuro de vacas e descarte de leite, no caso das fazendas. Para a indústria, as perdas econômicas estão relacionadas à diminuição do rendimento industrial e à redução da qualidade final dos produtos.
Por isto, nesta edição do Informativo da Qualidade, decidimos abordar os princípios básicos para controle da mastite, também conhecido como Programa dos Seis Pontos, já adotado em países como a Inglaterra, País de Gales, EUA e Canadá, com resultados surpreendentes. Na Inglaterra e País de Gales, por exemplo, a contagem de células somáticas reduziu de cerca de 600 mil para menos de 200 mil células/mL de leite na média do rebanho do País, comprovando a eficiência do programa.
Laticínios Taigor's.
A contínua presença da mastite é uma consequência de falhas na implementação adequada dos métodos de controle da doença
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| Úbere saudável |
Matéria prima de qualidade |
» O programa dos seis pontos
» Dicas de Qualidade
DICAS DE QUALIDADE - Procedimentos da Ordenha
O manejo da ordenha mecânica caracteriza-se pela higiene, rapidez e rotina constante.
Os procedimentos para a correta ordenha são:
| 1- LIMPEZA DOS TETOS - Lavagem somente dos tetos com água. |
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2- CANECA DE FUNDO PRETO - Retirar os três primeiros jatos em caneca de fundo preto. Os objetivos são: detectar a mastite clínica, estimular a descida do leite e retirar os três primeiros jatos, que apresentam maior concentração bacteriana. |
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3- PRÉ-DIPPING - Imergir os tetos em solução clorada ou de iodo. Esta prática determina uma redução de até 50% da mastite causada por bactérias ambientais.
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4- SECAGEM DOS TETOS - Após 30 segundos, secar os tetos utilizando papel toalha descartável. Este passo é importante, pois evita contaminações do leite por desinfetantes e a ocorrência de deslizamentos de teteiras, um dos principais fenômenos determinantes de novas infecções intramamárias. Não usar toalhas de pano para secar os tetos.
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5- COLOCAÇÃO DAS TETEIRAS - Nunca colocar as teteiras sem a descida de leite, ou seja, sem a vaca estar estimulada. O tempo decorrido após a retirada dos primeiros jatos na caneca de fundo preto não deve ultrapassar 1 minuto e 30 segundos. Abra o vácuo somente quando a conjunto de ordenha estiver bem próximo aos tetos, permitindo assim a menor entrada de ar possível e, conseqüentemente, menor flutuação do vácuo. O coletor deve estar paralelo à base do úbere, e a saída do leite deve estar direcionada para a cabeça do animal.
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6- AJUSTE DAS TETEIRAS - Esta prática procura diminuir o deslizamento das teteiras, reduzindo também a contaminação do leite através da sucção da sujeira localizada próxima à boca da teteira. Com o deslizamento das teteiras, ocorre entrada de ar no sistema que, por sua vez, determina um fluxo reverso de leite para o interior da glândula mamária, o que aumenta o risco de entrada de microrganismos nos tetos. |
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7- RETIRADA DAS TETEIRAS - Terminado o fluxo de leite, fechar o registro de vácuo antes de retirar as teteiras. Esta prática evita a ocorrência de lesões nos tetos.
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8- PÓS-DIPPING - Após a retirada do conjunto de ordenha, imergir os tetos em uma solução de iodo a 1%, de modo a cobri-los por completo. Vale destacar que o pós-dipping é uma das principais medidas na prevenção da mastite contagiosa.
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Prezado produtor,
A mastite continua sendo a doença mais presente e de mais alto custo na produção de leite no mundo inteiro. Na verdade, as perdas relativas à mastite são duas vezes mais elevadas do que as perdas relativas às doenças reprodutivas.
Estima-se que haja um prejuízo de cerca de US$ 1,8 bilhão por ano nos EUA, em função da ocorrência de mastite (NMC, 1996). Já no Brasil, pode-se deduzir que, em função da alta prevalência da doença nos rebanhos, possa ocorrer perda de produção entre 12 e 15%, o que significa um total de 2,8 bilhões de litros ao ano em relação à produção anual de 21 bilhões de litros (Fonseca e Santos, 2000).
Durante as últimas décadas, o impacto econômico da mastite em fazendas leiteiras tem sido estudado de forma intensiva e estes resultados vêm sendo amplamente divulgados como justificativas para implantação de medidas de controle da mastite bovina.
Por isto, nesta edição do Informativo da Qualidade, decidimos abordar a Importância Econômica da Mastite. Considerando que não é possível erradicar essa doença, todos os esforços devem ser concentrados no sentido de manter o nível de infecção o mais baixo possível.
Laticínios Taigor's.
A mastite é um dos mais sérios problemas econômicos e sanitários que afetam a produção de leite.
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Célula Somática - célula de defesa da glândula mamária aumentada em 400 vezes |
Equipamento para contagem de células somáticas |
» Saiba mais sobre a importância econômica da mastite
» Dicas de Qualidade
DICAS DE QUALIDADE - Fatores de Sucesso - Atenção
Quando o leite da segunda ordenha for misturado ao da primeira, a temperatura não deverá ultrapassar os 10ºC, retornando a 4ºC em 2 horas;
Água de boa qualidade é a base para uma eficiente limpeza;
Evitar o uso excessivo de cloro para tentar corrigir eventual problema na captação ou no tratamento preliminar da água;
Para a limpeza manual, esfregar por completo todas as superfícies dos equipamentos com solução de detergente alcalino clorado e água a 50ºC;
A utilização de água quente é a base para uma correta limpeza. Não se remove adequadamente a gordura se não houver água quente;
A Mastite Clínica é aquela possível de ser observada a olho nu, como, por exemplo, a presença de grumos, pus, aspecto aquoso do leite e inchaço do quarto afetado;
Segundo pesquisadores para cada caso de Mastite Clínica, estima-se a ocorrência de cerca de 40 casos de infecção Subclínica;
O quarto mamário afetado por Mastite Subclínica tem sua produção reduzida em até 30%;
A meta em relação ao controle de Mastite Clínica é a manutenção dos índices mensais em níveis inferiores a 1%. Os índices de Mastite Subclínica devem ser inferiores a 15% do total de vacas ordenhadas;
A mastite contagiosa é transmitida durante a ordenha;
Na mastite ambiental, as principais fontes de contaminação são os locais sujos de barro e esterco, camas molhadas e contaminadas;
O pré-dipping é uma das principais medidas na prevenção da Mastite Ambiental;
O pós-dipping é uma das principais medidas na prevenção da Mastite Contagiosa;
Não usar toalhas de pano para secar os tetos;
As teteiras devem ser colocadas no máximo 1 minuto e 30 segundos após a retirada dos primeiros jatos;
Mosca: fonte de transmissão de Mastite;
Tratamento de vacas secas é o tratamento com antibiótico, via intramamária, de todas as vacas no dia da secagem;
Todo medicamento de uso intramamário precisa ter cânula curta;
Antibiótico é prejudicial à saúde e pode ser detectado no leite;
Descartar o leite oriundo da vacas com mastite.
Prezado produtor,
A mastite, doença de maior importância econômica na atividade leiteira, é considerada comumente por produtores de leite, como mais freqüente em vacas adultas e em lactação. Entretanto, investigações recentes têm identificado elevada freqüência desta doença em novilhas gestantes ou não, inclusive, com episódios de mastite clínica no momento do parto. Desta forma, tem-se observado que estas infecções intramamárias em novilhas são muito maiores do que se pensava anteriormente.
Muitas destas infecções, que podem persistir por longos períodos de tempo, são associadas com elevadas contagens de células somáticas e afetam o desenvolvimento da glândula mamária e, conseqüentemente a produção de leite após o parto.
Como a maioria dos produtores deduz que novilhas jovens são animais sadios, a presença da mastite não é notada até o início da produção de leite ou até o primeiro episódio clínico na lactação. Com isso, um animal pode ser portador de uma infecção intramamária por um ano ou mais, sem que a mesma seja diagnosticada. Por outro lado, sabendo-se que o maior desenvolvimento do tecido secretor de leite ocorre na primeira gestação, o fato dos animais apresentarem mastite antes do parto pode significar sérios prejuízos ao produtor.
Considerando a falta de informações sobre a ocorrência de mastite em novilhas, este informativo da qualidade visa a necessidade de alertar produtores e técnicos em relação aos aspectos relacionados a esta enfermidade em animais que representam a base de produção na fazenda leiteira.
Laticínios Taigor's
Mastite em novilhas, desconsiderar esta enfermidade pode significar perdas na produtividade e rentabilidade da atividade leiteira
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| Um quarto mamário de novilha infectada antes do parto produz 18% menos de leite quando comparado com um quarto sadio |
» Mastite em novilhas: importância e controle
MASTITE EM NOVILHAS: IMPORTÂNCIA E CONTROLE
Índice de infecções intramamárias em novilhas
Até pouco tempo atrás, acreditava-se que as infecções intramamárias em novilhas vazias e gestantes eram baixas. Entretanto, vários estudos têm demonstrado que uma alta porcentagem de glândulas mamárias de novilhas gestantes está infectada por patógenos causadores de mastite durante a gestação, no momento do parto e no início da lactação.
Em outras pesquisas, os resultados têm demonstrado que mais de 90% das novilhas em idade reprodutiva ou na primeira gestação podem estar infectadas.
O alto índice de mastite em novilhas era relativamente desconhecido até 1995, quando um pesquisador americano demonstrou em um experimento que 97% das novilhas (vazias e gestantes) e 75% dos quartos estavam infectados por patógenos causadores de mastite. Sinais clínicos da mastite foram observados em 29% das novilhas e em 15% dos quartos no momento da cobertura.
As novilhas que parem com mastite causada por S.aureus tem a sua produção
diminuida em média de 2,5 kg de leite /dia durante os primeiros dias de lactação.
No Brasil, os estudos sobre a ocorrência de mastite em novilhas são escassos. Alguns pesquisadores, no entanto, demonstraram uma ocorrência de 80% de infecções intramamárias em novilhas primíparas no período pré-parto, confirmando os dados de pesquisadores de outros países. As novilhas podem se tornar susceptíveis aos patógenos da mastite tão logo elas comecem a produzir secreções mamárias. Isto pode ocorrer bem cedo, ou seja, de seis a oito meses de idade.
As bezerras podem desenvolver infecções intramamárias durante quatro fases:
- durante o aleitamento;
- após a desmama;
- durante a cobertura;
- durante a gestação.
Fontes de infecção
mosca do chifre.
Ninguém sabe ao certo como as novilhas se infectam, mas as fontes de infecção podem estar relacionadas a grupos de bactérias:
- que fazem parte da microbiota normal da pele dos tetos;
- que habitam as cavidades orais de bezerras e que mamam em outras bezerras;
- que estão presentes no ambiente de novilhas como aquelas encontradas no solo, no esterco e no material das camas;
- que são veiculadas por moscas como por exemplo, a mosca do chifre.
Práticas como aleitar as bezerras com leite de vacas com mastite e contendo ainda, resíduos de antibióticos devem ser rigorosamente evitadas, pois parecem estar fortemente associadas à ocorrência de mastite em novilhas.
Esta prática, pode estar contribuindo para uma maior ocorrência de mastite por Staphylococcus aureus e ainda por Streptococcus agalactiae, dois importantes patógenos causadores de mastite contagiosa
Como identificar a mastite em novilhas
Um dos primeiros aspectos a serem considerados refere-se ao monitoramento das características da secreção da glândula mamária. Pesquisas demonstraram que secreções similares à consistência de mel apresentam baixa freqüência de infecção e aquelas novilhas que têm secreção fina, aquosa com coágulos e flóculos, apresentam alta freqüência de infecção e deveriam ser submetidas a amostragem e cultura, visando identificar a presença de bactérias.
Outro ponto importante é a inspeção da glândula mamária. Glândulas inchadas e endurecidas são também indicativos de problema e devem ser melhor avaliadas. Monitorar o número de casos de mastite clínica dentro de uma a duas semanas após o parto é também importante. Se mais que 10% das novilhas parirem com mastite clínica por ano, então, isto pode ser indicativo de problema.
As culturas de casos clínicos de mastite em novilhas são também importantes para identificar o problema. Se houver um número significativo de novilhas com infecções por Staphylococcus , isto indica um problema.
» Dicas de Qualidade
DICAS DE QUALIDADE - Como controlar e prevenir a mastite em novilhas
Para controlar a mastite em novilhas, os produtores de leite devem identificar e tratar a infecção durante o período pré-parto. As taxas de cura espontânea para os principais patógenos causadores da mastite são extremamente baixas. Sem o tratamento com antibiótico, somente 9% das infecções causadas por Staphylococcus e 6% daquelas causadas por Streptococcus ambientais serão curadas. Desta forma, vários estudos realizados têm demonstrado o sucesso do tratamento de vaca seca para controlar e curar infecções intramamárias de novilhas, no pré‑parto. Pesquisadores observaram que as infusões intramamárias de antibiótico durante a gestação ou 60 dias antes do parto apresentaram uma eficácia superior a 90% na cura das infecções. O índice de cura da mastite causada por Staphylococcus aureus após o uso de terapia de vaca seca em novilhas é normalmente de 90 a 100%. Além do maior percentual de cura de infecção, têm-se observado uma maior produção de leite em novilhas submetidas a tratamento com infusões intramamárias de antibiótico no pré-parto quando comparadas com novilhas não tratadas.
Medidas de prevenção importantes incluem:
- monitoramento de Contagem de Células Somáticas (CCS) no leite, 15 dias após o parto: novilhas não infectadas têm uma CCS menor que 75.000 células/mL;
- novilhas devem parir em locais limpos e secos, separado de outros animais;
- não dar leite de vacas com mastite e com resíduos de antibióticos para bezerras;
- manter bezerras em "casinhas individuais" para evitar que uma mame na outra;
- estabelecer medidas de controle de moscas, uma vez que rebanhos que não são submetidos a estes controles, as novilhas apresentam maiores taxas de infecção intramamária;
- manter programas adequados de nutrição para novilhas;
- monitorar a glândula mamária destes animais visando detectar qualquer sinal de anormalidade na consistência.
O tratamento de vaca seca usando a técnica da inserção parcial,
8 a 12 semanas antes do parto, diminui a
prevalência da mastite e reduz a CCS no parto
Prezado produtor,
A mastite pode ser dividida, quanto à sua forma de manifestação, em dois grupos: mastite clínica e mastite subclínica. A mastite clínica é caracterizada pela presença de sinais evidentes da infecção, como inchaço, aumento de temperatura, endurecimento, vermelhidão, dor na glândula mamária, além de aparecimento de grumos, pus ou alteração nas características do leite.
A mastite subclínica se caracteriza por não apresentar sinais evidentes da doença e o leite se apresenta visualmente normal. Neste tipo de manifestação ocorre alteração na composição do leite, como aumento da contagem de células somáticas (CCS), aumento dos teores de sódio, cloretos e proteínas plasmáticas e diminuição dos teores de caseína, lactose e gorduras do leite. A mais importante alteração causada pela mastite subclínica é a perda de produção de leite, por destruição parcial do tecido da glândula mamária.
Levando em consideração a importância da mastite, é fundamental que se disponha de instrumentos eficientes de análise da situação da doença na propriedade. De posse de informações será possível fazer uma análise detalhada e determinar medidas prioritárias para reduzir os índices de prevalência de mastite do rebanho.
Por isso, nesta edição do Informativo da Qualidade, decidimos abordar sobre como monitorar os índices de mastite no rebanho, utilizando como ferramentas tabelas de Controle de Mastite.
Laticínios Taigor's
Para obter-se sucesso em um programa de controle de mastite é importante o monitoramento contínuo da ocorrência de mastite clínica e subclínica no rebanho.
» Monitoramento de índice de mastite no rebanho
MONITORAMENTO DO ÍNDICE DE MASTITE NO REBANHO
Mastite clínica
O diagnóstico deste tipo de mastite é feito utilizando-se o teste da caneca de fundo preto (ou caneca telada) e também pela observação visual do úbere.
Tal procedimento deve ser realizado e anotado todos os dias durante todas as ordenhas. As informações devem ser tabuladas em tabelas de
Controle de Mastite Clinica. (Tabela 1 e 2).
Na tabela 1 deve-se identificar o animal na primeira coluna e identificar com números ( 1,2,3 e 4) ou com letras (AE- anterior esquerdo, AD- anterior direito, PE- posterior esquerdo, PD- posterior direito) o quarto mamário de ocorrência da mastite ( nos dias em que apareceram os grumos).
Por exemplo, um animal apresentou mastite clínica no teto anterior esquerdo, do dia 1 ao dia 3, e no anterior direito, do dia 7 ao dia 9, deve-se marcar na tabela segundo o exemplo abaixo:
Na tabela 2 deve-se novamente identificar o animal, identificar o teto afetado (AE,AD,PE,PD ou 1,2,3,4), a data inicial de ocorrência de mastite e o medicamento que foi utilizado no tratamento (importante para se avaliar a eficiência do tratamento utilizado).
Caso o primeiro tratamento não funcione e o mesmo seja modificado, deve-se identificar o novo medicamento utilizado na coluna "Medicação 2".
Na coluna "Observação" deve se anotar alguma informação adicional referente ao caso (sangue no leite, febre, etc.)
Para não correr o risco de resíduo de antibiótico no leite do tanque de resfriamento, utilizar a última coluna para colocar a data na qual o leite do animal em tratamento já estará liberado para ser colocado no tanque.
Ao final do mês, conta-se o número de dias do mês marcados na tabela 1 em que ocorreu mastite (de todas as vacas, de todos os dias), que equivale a "dias de mastite clínica" e utiliza-se a seguinte fórmula para calcular a porcentagem de mastite clinica do mês:
Outra informação importante fornecida por estas tabelas é a eficiência do tratamento. Preconiza-se um período mínimo de três dias de tratamento com antibiótico intramamário e/ou mais dois dias de tratamento após o fim dos sinais clínicos. Caso o quadro clínico de mastite (no mesmo teto) volte alguns dias após o tratamento ou não funcione com o tratamento, suspeita-se da resistência da bactéria ao antibiótico, período insuficiente de tratamento para matar a bactéria ou forma de aplicação do antibiótico intramamário inadequada.
» Dicas de Qualidade
DICAS DE QUALIDADE - Mastite Suclínica
A mastite subclínica não pode ser diagnosticada pela simples observação do leite ou do úbere da vaca. É necessário utilizar testes como o CMT ou contagem eletrônica de células somáticas.
O CMT (California Mastit Test) é um teste que utiliza um reagente composto de um detergente capaz de romper as células somáticas. O detergente reage com o conteúdo do núcleo da célula somática, resultando na formação de um gel viscoso. Quanto maior a viscosidade do gel, maior a quantidade de células somáticas no leite.
Os resultados são expressos em 5 scores: 0 (negativo), traços, + (1 cruz), ++ (2 cruzes), +++ (3 cruzes). É um método fácil e de baixo custo, por isso é largamente empregado. (tabela3).
Com o resultado do CMT, é possível identificar as vacas portadoras de mastite crônica e até os quartos crônicos. Vacas crônicas são aquelas que apresentam CMT positivo por dois meses consecutivos.
A partir daí, esses animais devem ser separados durante a ordenha e ordenhados por último (LINHA DE ORDENHA), para evitar a transmissão de bactérias entre animais doentes e sadios pelo equipamento de ordenha ou pelas mãos do ordenhador.
Prezado produtor,
Os fatores determinantes da qualidade do leite são: limpeza dos equipamentos, controle da mastite e o resfriamento do leite.
Desses, o resfriamento imediato do leite na fazenda após a ordenha é sem dúvida uma das medidas de maior impacto sobre a qualidade do leite, uma vez que o resfriamento do leite a 4ºC (em menos de 3 horas após o término da ordenha) inibe o crescimento de microrganismos presentes no leite.
O resfriamento não elimina bactérias, apenas diminui sua velocidade de multiplicação. Desta forma, quanto mais rápido for reduzida a temperatura, melhor será a conservação do leite.
O resultado do crescimento destes microrganismos - principalmente bactérias - é a alteração das características de qualidade do leite, como fermentação da lactose e degradação da proteína e gordura.
Além do monitoramento da temperatura do leite, é importante que seja feita a limpeza e sanitização rigorosa das superfícies do tanque e das conexões logo após a coleta do leite, de forma a assegurar a produção de leite de alta qualidade.
A forma mais eficiente para o resfriamento rápido do leite é o uso de tanques de expansão, que oferecem as condições necessárias para um rápido resfriamento, além de conservar a temperatura a 4ºC. Mas é preciso que esta temperatura seja conservada durante todo processo, da fazenda à indústria. A qualquer elevação da temperatura, inicia-se um novo ciclo de crescimento bacteriano.
Portanto, iremos abordar neste informativo da qualidade a importância do resfriamento e o efeito da temperatura na multiplicação das bactérias no leite.
Laticínios Taigor's
A temperatura ideal para envio do leite à indústria é de 4ºC.
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| Resfriamento imediato / Temperatura ideal |
» Efeito da temperatura na multiplicação das bactérias no leite
LEITE DE QUALIDADE - EFEITO DA TEMPERATURA NA MULTIPLICAÇÃO DAS BACTÉRIAS NO LEITE
Um fator de fundamental importância no crescimento bacteriano é a temperatura do leite. Geralmente, baixas temperaturas inibem o crescimento das bactérias e, por isso, recomenda-se resfriar o leite imediatamente após a ordenha. De acordo com a temperatura ótima de crescimento das bactérias podemos classificá-las em: mesófilas (temperatura ótima de crescimento entre 20 e 40oC), termófilas (temperatura ótima de crescimento entre 45 e 55oC), psicrófilas (temperatura ótima de crescimento entre 0 e 15oC), psicrotróficas (bactérias capazes de crescer em baixas temperaturas<= 7oC), e bactérias termodúricas, que sobrevivem ao processo de pasteurização.
Esta simples classificação tem aplicação prática direta nas fazendas leiteiras, uma vez que com o controle da temperatura do leite após a ordenha (por exemplo através do resfriamento) podemos compreender os diferentes problemas que cada um dos grupos de bactérias podem causar, assim como que tipo de medidas devem ser tomadas para a correção.
Para que o leite seja classificado como de qualidade, a contagem de bactérias normalmente deve ser menor que 100.000 UFC/ml. Em alguns países, este número chega a 10.000 UFC/ml (exigência).
O resfriamento rápido abaixo de 4 °C contribui bastante para a qualidade do leite na fazenda. Nessa temperatura, reduz a velocidade de crescimento das bactérias no leite, garantindo assim suas qualidades. O quadro abaixo, mostra a influência da temperatura no desenvolvimento bacteriano no leite cru.
Porém, devemos reconhecer que o resfriamento é um complemento, não um substituto, das condições higiênicas de trabalho. Evitar contaminação através de boas práticas de higiene, e resfriar o leite mais rápido possível depois da ordenha, garantem a qualidade.
Para isso, temos que nos ater para o bom funcionamento do equipamento e manutenção periódica desse. O mal funcionamento do tanque afeta consideravelmente a qualidade do leite, assim como procedimentos inadequados de limpeza.
O tanque de expansão depende de adequado suprimento de energia elétrica e de alguns cuidados durante a sua instalação. O local escolhido para instalação deve ser de fácil acesso ao caminhão de coleta, tomando-se o cuidado para que o condensador do tanque não fique obstruído, o que impede a troca de calor e pode causar superaquecimento do equipamento.
O tanque de expansão não deve ser desligado durante a noite pois esta prática, além de não trazer grande economia de energia elétrica, resulta em aumento do crescimento bacteriano no leite e, conseqüentemente menor qualidade final do produto.
Uma estratégia para aumentar a eficiência do resfriamento do leite é o uso do pré-resfriamento. Os pré-resfriadores são boas alternativas para rebanhos com grandes produções de leite, pois reduzem significativamente o consumo de energia do tanque de expansão, pois o leite já chega numa temperatura reduzida no tanque.
» Procedimentos básicos para o funcionamento do tanque de leite
» Dicas de Qualidade
DICAS DE QUALIDADE - Instrução Normativa 51
O anexo VI (Regulamento Técnico da Coleta de leite cru refrigerado e seu transporte a granel), da IN 51, fixa as condições sob as quais o Leite Cru Refrigerado, independentemente do seu tipo, deve ser coletado na propriedade rural e transportado a granel, visando promover a redução geral de custos de obtenção e, principalmente, a conservação de sua qualidade até a recepção em estabelecimento submetido a inspeção sanitária oficial.
Especificações para as instalações:
- Deve existir local próprio e específico para a instalação do tanque de refrigeração e armazenagem do leite, mantido sob condições adequadas de limpeza e higiene;
- ser coberto, arejado, pavimentado e de fácil acesso ao veículo coletor, recomendando-se isolamento por paredes;
- ter iluminação natural e artificial adequadas;
- ter ponto de água corrente de boa qualidade;
- deve ter tanque para lavagem de latões (quando utilizados) e de utensílios de coleta, que devem estar reunidos sobre uma bancada de apoio às operações de coleta de amostras;
- a qualidade microbiológica da água utilizada na limpeza e sanitização do equipamento de refrigeração e utensílios em geral constitui ponto crítico no processo de obtenção e refrigeração do leite, devendo ser adequadamente clorada.
Especificações para os Equipamentos de Refrigeração:
- Devem ter capacidade mínima de armazenar a produção de acordo com a estratégia de coleta;
- em se tratando de tanque de refrigeração por expansão direta, ser dimensionado de modo tal que permita refrigerar o leite até temperatura igual ou inferior a 4ºC no tempo máximo de 3 horas após o término da ordenha, independentemente de sua capacidade;
- o motor do refrigerador deve ser instalado em local arejado;
- os tanques de expansão direta devem ser construídos e operados de acordo com Regulamento Técnico específico.
Prezado produtor,
Quando uma bactéria consegue ultrapassar a barreira primária de defesa do teto, as células de defesa presentes no leite iniciam uma resposta na tentativa de eliminar a bactéria invasora.
Os mecanismos de defesa da glândula mamária contra essas infecções podem ser divididos em dois grupos. O primeiro grupo é a imunidade natural que é predominante no inicio da infecção sendo constituída pela barreira física do esfíncter do teto e pelas células do sistema de defesa presentes na glândula mamária. O segundo grupo é a imunidade adquirida (aumento de resistência), que reconhece a presença de bactérias e por meio de anticorpos e células do sistema de defesa iniciam uma resposta de proteção à glândula mamária.
Uma estratégia importante para controle de mastite é o aumento da resistência da vaca contra os agentes causadores de mastite através da vacinação. Dois grupos de vacinas contra a mastite vêm sendo intensamente estudados, a vacina contra mastite contagiosa e a vacina contra mastite ambiental.
Até o momento, as vacinas estudadas apresentam sucesso na redução da duração e severidade nos novos casos de mastite e aumento na taxa de cura espontânea (a capacidade que a vaca tem de se recuperar sozinha de uma infecção estabelecida). Entretanto, essas vacinas não apresentam efeitos positivos na prevenção de novas infecções.
Não existe vacina capaz de prevenir ou impedir a entrada de microorganismos patogênicos pelo orifício do teto. Por isso é fundamental a associação da vacinação, seja contra patógenos contagiosos ou ambientais, a um adequado programa de controle e prevenção de mastite, objetivando sucesso na saúde e produtividade do rebanho.
É importante também que o produtor consulte o médico veterinário responsável pela propriedade antes de decidir pela vacinação, para que esse profissional possa adequar o protocolo de vacinação às condições do rebanho. Portanto iremos abordar nesse informativo a importância da vacinação no aumento da resistência à mastite.
Laticínios Taigor's
A vacina aumenta a resistência da vaca contra os agentes causadores de mastite.
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Uma alta porcentagem de infecções ambientais se desenvolva durante o final do período seco |
» Vacina contra Mastite Contagiosa
AUMENTO DA RESISTÊNCIA À MASTITE CONTAGIOSA E AMBIENTAL
Vacina contra a mastite contagiosa
O Staphylococcus aureus (S. aureus) é uma das bactérias causadoras de mastite clínica e principalmente subclínica mais prevalentes no Brasil, Estados Unidos e Europa. Por isso, a vacina contra mastite contagiosa visa o controle dessa bactéria. O S. aureus é encontrado colonizando o canal do teto, o interior da glândula mamária ou a pele do teto, especialmente quando a pele se encontra lesada. A transmissão ocorre principalmente através das mãos do ordenhador , panos/esponjas de uso múltiplo, conjunto de teteiras, ou seja , durante a ordenha.
Vários trabalhos têm sido desenvolvidos com o objetivo de encontrar métodos mais eficazes para o combate do S. aureus. Esses trabalhos levam em conta que os tratamentos tradicionais com antibióticos intramamários e sistêmicos não vem apresentando eficientes taxas de cura bacteriológica (abaixo de 50%) devido às características deste microorganismo: dificuldade de identificar os animais infectados por ele; existência de múltiplos reservatórios do agente (animais infectados, mãos dos ordenhadores, lesões nos tetos); resistência do microrganismo à maioria dos antibióticos disponíveis; inadequado manejo de ordenha; mau funcionamento do equipamento de ordenha; e por tratamentos inadequados.
As vacinas contra S. aureus são formuladas baseadas em componentes da bactéria.
Os vários estudos realizados mostram resultados otimistas, mas que variam de rebanho para rebanho. Houve redução na ocorrência de mastite clínica por S. aureus; redução na contagem de células somáticas; e aumento na taxa de cura espontânea(a capacidade que a vaca tem de se recuperar sozinha de uma infecção estabelecida) nos animais vacinados, sendo o sucesso maior quando a vacinação é feita em novilhas, ao invés de vacas adultas.
» Vacina contra Mastite Ambiental
AUMENTO DA RESISTÊNCIA À MASTITE CONTAGIOSA E AMBIENTAL
Vacina contra mastite ambiental
Os organismos causadores de mastites ambientais são as bactérias do grupo Coliforme (gênero Escherichia, Klebisiella e Enterobacterias), assim como Serratia, Citrobacter, Proteus e Pseudomonas.
Os sinais geralmente encontrados nas mastites causadas por Coliforme são a aparência anormal no leite (freqüentemente descrito como amarelo ou seroso), endurecimento dos quartos mamários, diminuição do apetite, diminuição da produção de leite, diminuição da porcentagem de gordura do leite.
A maioria dos casos de mastite ambiental é causada pela Escherichia coli e Klebisiella ssp. A vacinação com Escherichia coli, da cepa J5 produz anticorpos capazes de reconhecer e reagir com vários tipos de patógenos do grupo Coliforme, por isso essa vacina é a mais estudada.
Os resultados encontrados sugerem melhora na taxa de cura espontânea, duração e severidade de casos clínicos de mastite causada por bactérias do grupo Coliforme.
Na maioria dos trabalhos realizados, a utilização de programas de vacinação contra mastite causada por Coliformes apresenta resultados positivos estatisticamente e economicamente na diminuição da severidade e da duração dos casos, mas não influencia na prevenção de novos casos.
Autores recomendam a adoção desta vacinação em rebanhos com programa de controle de mastite, em que o exame de cultura (que identifica a bactéria causadora da infecção) indica 1% ou mais casos de mastite causados por Coliforme e/ou uma taxa de casos clínicos de mastite maior que 4% por mês, com predominância de mastite causada por esses agentes ambientais.
» Dicas de Qualidade
DICAS DE QUALIDADE - Fatores que afetam o bom funcionameno das teteiras
- O desempenho das teteiras depende da composição e combinação de materiais e de seu formato ou design;
- o movimento, a luz, a gordura do leite, os agentes químicos e a alta temperatura das soluções de limpeza desgastam as teteiras, e alteram gradativamente suas propriedades;
- a perda da elasticidade compromete o movimento, dificultando a abertura para que o leite seja extraído, e impedindo o completo fechamento que interrompe a ordenha e permite a massagem dos tetos;
- a modificação da textura atrapalha a limpeza, possibilitando a multiplicação das bactérias que contaminam tanto os tetos quanto o leite;
- à medida que as teteiras envelhecem e perdem suas características originais, os movimentos comandados pelas pulsações são menos eficientes, e portanto o efeito estimulante da pulsação sobre os tetos diminui e o nível do desempenho da ordenha começa a cair;
- as teteiras atuam em sua melhor condição por até 2.500 ordenhas. Depois disso, a performance não é a mesma, e devem ser substituídas por novas teteiras, para que a produção de leite seja colhida com lucratividade;
- teteiras sobreusadas deixam de ordenhar de 4 a 5% do leite produzido.
Prezado produtor,
Devemos dar atenção especial para o ambiente de permanência dos animais pois pesquisas atuais mostram que os patógenos ambientais podem ser responsáveis pela ocorrência de mastite subclínica (caracterizada por não apresentar modifi cações visíveis do leite e do úbere, alterar a composição química do leite e reduzir a produção). A mastite subclínica pode ser responsável por 70% das perdas relacionadas à mastite.
A exposição da glândula mamária a patógenos ambientais pode ocorrer a qualquer momento da vida da vaca, incluindo-se o momento da ordenha, o intervalo entre as ordenhas e durante o período seco. Existe estreita relação de fatores ambientais estressantes com a saúde da glândula mamária.
Podemos apontar dois fatores ambientais que afetam a atividade da produção leiteira: o conforto térmico e a higiene da área de permanência dos animais.
Conceitualmente a mastite pode ser dividida em dois grupos relacionados ao agente causador:
- Mastite contagiosa: causada por patógenos contagiosos que vivem preferencialmente na pele
do teto, nas mãos dos ordenhadores (transmitida principalmente durante a ordenha). Caracteriza-se por baixas ocorrências de casos clínicos, alta ocorrência de casos subclínicos crônicos e alta CCS.
- Mastite ambiental: causada por agentes que vivem preferencialmente no ambiente da vaca, em locais que apresentam esterco, urina, lama e camas orgânicas. Esse tipo de mastite caracteriza-se por alta incidência de casos clínicos, geralmente de curta duração, freqüentemente com manifestação aguda e com maior concentração no momento próximo do parto.
Um controle eficaz da mastite depende da combinação de ações que, isoladamente, não mostram bons resultados. O programa dos seis pontos de controle da mastite e da qualidade do leite baseia-se em manutenção e limpeza do equipamento, correta rotina de ordenha, tratamento imediato de casos clínicos de mastite, tratamento de vacas secas, higiene e conforto dos animais, descarte e segregação de vacas cronicamente infectadas. Esse programa tem sido utilizado com sucesso na prevenção da mastite em vários países, inclusive no Brasil.
Portanto iremos abordar nesse informativo, um dos seis pontos do programa, a influência da higiene do ambiente e o conforto dos animais na produção e na Qualidade do leite.
Laticínios Taigor's
Existe estreita relação dos fatores ambientais com a saúde da glândula mamária.
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O ambiente dos animais deve ser limpo, seco e confortável |
» O conforto térmico
FATORES AMBIENTAIS QUE AFETAM A QUALIDADE DO LEITE: O CONFORTO TÉRMICO E A HIGIENE DA ÁREA DE PERMANÊNCIA DOS ANIMAIS
O conforto térmico
O clima quente e úmido associado ao ambiente com más condições de higiene proporcionam situações extremamente estressantes para vacas em lactação e afeta de forma significativa o desempenho produtivo dos animais.
Com relação ao estresse térmico, os animais respondem de forma severa reduzindo a ingestão de alimentos, aumentando a excreção de nutrientes como o selênio (Se), alterando o metabolismo e os requerimentos de mantença, aumentando o consumo de água, as perdas de água por evaporação e a temperatura corpórea. Vacas multíparas e de alta produção são especialmente sensíveis ao estresse térmico.
O aumento na CCS e na ocorrência de mastite clínica comumente observados nos meses de verão mostram que o estresse térmico pode aumentar a chance das vacas adquirirem infecções por diminuir a resistência do animal.
Em condições de estresse térmico, ocorre maior exposição do teto aos agentes causadores de mastite, maior proliferação dos microrganismos devido à alta umidade e temperatura, ao mesmo tempo em que se verifica uma redução da capacidade de resistência da vaca. Esta baixa resistência do sistema imune da vaca pode ocorrer pela menor ingestão de nutrientes como selênio (Se) e vitamina E, os quais são importantes para a defesa imunológica do animal.
A suplementação da dieta com vitaminas e minerais
apropriados ajuda a reduzir o estresse ambiental
» O manejo e o ambiente
FATORES AMBIENTAIS QUE AFETAM A QUALIDADE DO LEITE: O CONFORTO TÉRMICO E A HIGIENE DA ÁREA DE PERMANÊNCIA DOS ANIMAIS
O manejo e o ambiente
Práticas de manejo que levam o animal ao estresse, aumentam o nível do hormônio cortisol na corrente sanguínea, que pode causar uma redução da resistência da vaca. A maneira como os ordenhadores conduzem e manejam os animais até a sala de ordenha tem efeitos sobre a ocorrência de mastite. As atitudes negativas como bater, gritar, empurrar e torcer a cauda dos animais, infl uenciam na imunidade do animal, conseqüentemente aumentando o risco de ocorrência da mastite e gerando efeitos diretos sobre a produção do leite.
O período chuvoso juntamente com a aglomeração de grande número de animais em uma área restrita caracteriza-se por um aumento de exposição aos patógenos causadores da mastite, pois grande quantidade de lama e água se acumula nas áreas de descanso e cria condições que favorecem o crescimento e a propagação dos microrganismos no ambiente.
A formação de lama, que passa a ser uma fonte de patógenos que causam mastite, aumentam a CCS e a contaminação do leite, sendo um dos principais fatores estressantes para vacas leiteiras, contribuindo para a queda da produção e baixa resistência imunológica.
Em temperatura elevada, alta umidade relativa do ar e ausência de ambiente e instalações adequadas, as vacas procuram suas próprias alternativas deitando nos corredores e em áreas com acúmulo de lama e umidade. Para muitos é surpreendente, mas ao deitarem em áreas com lama e umidade,
as vacas encontram um meio efetivo de resfriamento e perda de calor por evaporação.
As vacas devem ser protegidas da radiação solar, o tanto quanto possível,
através de sombra artificial ou natural.
» Dicas de Qualidade
DICAS DE QUALIDADE - Controle do Estresse Térmico
Um dos primeiros passos a serem adotados para controlar os efeitos do estresse térmico é a proteção da vaca contra a radiação solar direta e indireta. É estimado que a produção total de calor pode ser reduzida em 30 a 50% com um bom sistema de sombreamento.
- Vacas em sombreamento tem menor temperatura corporal, menor freqüência respiratória e podem produzir 10% a mais de leite do que vacas expostas ao sol;
- as árvores são as mais efetivas produtoras de sombra, elas combinam a proteção do sol com a evaporação da água das folhas, umedecendo o ar;
telas de polipropileno (sombrites) também podem ser usadas para proteger o rebanho do sol, proporcionando até 80% de sombreamento;
- a orientação do telhado deve ser feita com a preocupação de proporcionar uma boa área de sombreamento sem deixar de manter o solo seco. Desta maneira, a orientação do curral no sentido Norte-Sul permitirá que seu interior seja protegido do sol mais forte da manhã e da tarde e atingirá as áreas antes sombreadas, servindo para manter o solo seco;
- o correto dimensionamento das instalações proporciona um ambiente controlado com alto padrão de higiene e conforto térmico, estado ideal para uma boa produção de leite;
- proporcionar cerca de 4 m2 de sombra por animal;
- fornecer água de boa qualidade à vontade para os animais;
- não permanecer com os animais na sala de espera por mais de uma hora;
- não estressar os animais principalmente antes das ordenhas.
As vacas devem ser protegidas da radiação solar, o tanto quanto possível,
através de sombra artificial ou natural.
Prezado produtor,
Neste informativo iremos abordar a importância da educação continuada no processo de melhoria da mão de obra, dando foco no gerenciamento da Qualidade Total. O aperfeiçoamento de todo o pessoal que trabalha na fazenda deve ser um processo continuo e prioritário. Sabe-se que as pessoas que não expandem seus conhecimentos, aperfeiçoando-se, geralmente tornam-se funcionários não produtivos.
O Gerenciamento da Qualidade Total é um conceito relativamente novo que pode ser aplicado em qualquer fazenda. Implementar a filosofia da lucratividade através da qualidade em uma fazenda, exige o comprometimento em três níveis de gerenciamento:
- Gerenciamento da atividades de liderança;
- Compromisso organizacional e pessoal;
- Atividades operacionais.
Estes conceitos serão descritos pela pirâmide mostrada na página central deste informativo. A fundação da pirâmide é uma base centrada em princípios que posicionam os gerentes e os trabalhadores da fazenda em direção a uma meta comum para gerar qualidade.
Todas as pessoas, inclusive o proprietário, gerentes e os funcionários, devem "respirar, dormir e viver" o conceito de qualidade. Todos devem estar completamente comprometidos.
Através da comunicação e do compromisso em direção a um objetivo comum, todos devem desenvolver o entendimento e a confi ança mútua. A meta de trabalhar para melhorar a qualidade deve estar sempre presente na fazenda e todo funcionário deve ser auxiliado de forma a compreender a importância de cada componente do processo, ao invés de seguir os procedimentos somente porque eles são exigidos. A experiência tem demostrado que quanto mais os funcionários compreendem a importância das suas funções, mais dedicados eles se tornam.
Laticínios Taigor's
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Todos que ocupam uma posição de liderança têm a responsabilidade de ajudar a aumentar o conhecimento e a experiência das pessoas. |
» Gerenciamento da Qualidade Total
GERENCIAMENTO DA QUALIDADE TOTAL - MÁXIMO DE QUALIDADE NA PRODUÇÃO
Gerenciamento das Atividades de Liderança
Uma vez que todos os funcionários estejam comprometidos com a filosofia de fazer mudanças para o bem da qualidade, o produtor ou o gerente deve decidir os objetivos e as estratégias para implementar os princípios da qualidade. Os objetivos das mudanças devem ser o de melhorar: a satisfação do cliente, o que aumentará a lucratividade ou os processos de trabalho, que aumentarão a eficiência e reduzirão as despesas.
Estratégias específicas devem ser planejadas para que os funcionários realizem os objetivos propostos. Por exemplo, o produtor de leite que tenha se comprometido com o programa de gerenciamento da qualidade deve fazer o seguinte:
- institucionalizar procedimento de produção, que podem se relacionar a processos diversos, como o manejo do colostro ou da ordenha;
- focalizar a prevenção ao invés da reação. Isto deve incluir a prática do predipping para ajudar a prevenir a mastite causada por patógenos ambientais, em vez de tentar controlar as infecções após o seu desenvolvimento;
- introduzir o conceito de melhoria contínua, implementando sistemas de registro que ajudem a monitorar o desempenho. Um exemplo seria o monitoramento dos casos de mastite clínica, de forma a avaliar o progresso das práticas de manejo e sanidade;
- desenvolver o trabalho em equipe melhorando a Atividades Gerenciais (Lideranças) e a comunicação. Assegurar que todos os funcionários Atividades Operacionais compreendam como e porque uma determinada tarefa deve ser realizada.
A organização do Trabalho
O processo de qualidade total também direciona sua atenção para a organização do trabalho. Quando executado adequadamente, com o proprietário e os funcionários trabalhando em conjunto para melhorar a efi ciência, lucros maiores serão alcançados com resultados da melhoria da qualidade.
O trabalho organizado pode ser descrito como:
- um sistema que gere resultados e ajude a alcançar as metas relativas à qualidade;
- um grupo de processos relacionados em um sistema;
- uma série de tarefas relacionadas em um processo.
O ponto crítico no entendimento dessa questão é compreender que todo trabalho tem uma estrutura. Talvez um único exemplo ajude a compreender todo esse conceito. Considerando que o sistema seja um programa para se alcançar um excelente manejo de ordenha.
Os seis processos que devem ser envolvidos são:
1. oferecer às vacas um ambiente limpo, seco, livre de estresse, assegurando que elas fiquem calmas e tenham úberes limpos quando são trazidas para a sala de ordenha;
2. preparar os tetos para a ordenha, de forma que estejam limpos e secos;
3. colocar os conjuntos de ordenha de forma apropriada;
4. removê-los de forma correta;
5. fazer a imersão dos tetos em um desinfetante eficaz;
6. retirar as vacas das salas de ordenha.
Cada um desses processos é alcançado através de uma sequência de atividades (tarefas) que devem ser feitas de maneira mais eficiente possível, para assegurar o máximo de qualidade na produção.
Tarefas para preparação dos tetos, de forma que estejam limpos e secos para a ordenha:
1. limpeza dos tetos quando necessário, utilizando uma quantidade mínima de água;
2. fazer a eliminação dos primeiros jatos de leite de cada teto em uma caneca de fundo preto ou telada;
3. fazer a imersão dos tetos antes da ordenha (predipping);
4. esperar 20 a 30 segundos;
5. secar cada teto integralmente.
O uso de fluxogramas como meio para comunicar as tarefas envolvidas em cada processo, bem como a sequência ordenada dos processos que constituem um sistema, são geralmente úteis para se alcançar o objetivo da qualidade
» Dica de Qualidade
DICA DE QUALIDADE - Atividades Operacionais
Os funcionários têm um papel fundamental na implementação de mudanças bem como na melhoria da eficiência e qualidade. O trabalho em equipe é a chave para se alcançar o sucesso. Quando tarefas individuais envolvidas no trabalho são priorizadas pelo gerente, as equipes dos funcionários tornam-se responsáveis para recomendar-se as mudanças nas rotinas de trabalho, a partir da identificação das raízes do problema.
O trabalho em equipe desempenha um papel fundamental na execução do trabalho estruturado, e quanto maior a fazenda, mais importante se torna o trabalho em equipe. A construção do trabalho em equipe começa à medida que o trabalho é reestruturado.
É muito importante solicitar a intervenção de cada funcionário no início do processo, pois isso irá gerar uma grande variedade de opiniões, o que não seria possível se somente a gerência, proprietário ou alguns funcionários estivessem envolvidos.
Quando os funcionários são convidados a participar do processo, cria-se um senso de propriedade para com o novo processo de qualidade adotado, pois ninguém deseja que sua idéia falhe.
O trabalho em equipe é um dos fundamentos para
melhorar eficiência e a qualidade
Prezado produtor,
Na grande maioria das fazendas leiteiras, a qualidade microbiológica é o fator mais crítico para a obtenção de leite de qualidade.
A qualidade microbiológica pode ser definida como a estimativa da contaminação do leite por microrganismos, a qual está diretamente relacionada com a saúde da glândula mamária do rebanho e as condições gerais de manejo e higiene adotados na fazenda.
Os principais microrganismos envolvidos com a contaminação do leite são as bactérias, visto que vírus, fungos e leveduras têm participação reduzida em termos de contaminação.
Durante a sua síntese nas células da glândula mamária dentro dos alvéolos, o leite é considerado estéril. No entanto, ainda na etapa de produção primária, o leite pode ser contaminado por microrganismo, a partir de três principais origens: o interior da glândula mamária infectada, a pele do úbere e dos tetos e a superfície interna do equipamento de ordenha e tanque de expansão.
Sendo assim, a contaminação microbiana do leite cru sofre impacto direto de vários aspectos, como a saúde da glândula mamária, a higiene de ordenha, o ambiente em que a vaca fi ca alojada, os procedimentos de limpeza do equipamento de ordenha, além da qualidade da água utilizada. Além desses pontos, a temperatura e o tempo de armazenagem do leite são fatores também críticos, pois estão intimamente associados à velocidade de multiplicação das bactérias presentes no leite após a ordenha, afetando a contagem bacteriana total (CBT).
Portanto iremos abordar neste informativo as principais fontes de contaminação microbiana do leite que afetam a CBT.
Laticínios Taigor's
O Principal conceito de qualidade é que não há como melhorá-la depois que o leite deixa a fazenda
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| Checar os filtros de linha é uma forma de monitorar a higiene de ordenha |
»A glândula mamária como fonte de contaminação
A glândula mamária como fonte de contaminação
Quando o leite é ordenhado do úbere de vacas sadias, a sua contagem de microrganismos é bastante baixa, apresentando níveis inferiores a 1.000 bactérias/mL. Mesmo em animais com boa saúde da glândula mamária, a cisterna, o canal e a extremidade do teto podem ser colonizados por uma ampla variedade de microrganismos; entretanto, a sua presença não é considerada uma fonte importante de contaminação do leite em animais saudáveis.
Por outro lado, a ocorrência de mastite em apenas uma vaca pode contribuir de forma significativa para a elevação da CBT do leite. Nesse caso, a infl uência da mastite sobre a CBT depende do tipo de microrganismo causador da infecção, do estágio e da gravidade da mastite e da porcentagem de animais infectados no rebanho.
A título de ilustração, uma única vaca com mastite clínica causada por estreptococos pode eliminar esses microrganismos em concentrações acima de 10.000.000 UFC/mL, o que poderia representar aumento potencial da CBT do tanque, em um rebanho de 100 vacas, de aproximadamente 100.000 UFC/mL.
»Pelos dos tetos como fonte de contaminação
Pele dos tetos como fonte de contaminação
O exterior do úbere, em particular a pele dos tetos, é um local que pode abrigar grande quantidade de microrganismos, constituindo uma fonte de contaminação do leite durante a ordenha. Esses microrganismos podem ser da microbiota normal da pele dos tetos ou mesmo de origem de áreas de alojamento das vacas no período entre as ordenhas. Entre esses dois grupos, os microrganismos que colonizam normalmente a pele dos tetos são considerados de menor importância, pois não se multiplicam no leite resfriado. Por outro lado, as bactérias aderidas na pele do teto, mas que são de origem de esterco, solo e do ambiente de forma geral são implicadas diretamente na contaminação do leite.
A ordenha de vacas com tetos sujos e com alta contaminação ambiental pode resultar em contaminação do leite acima de 10.000 UFC/mL.
Resultados de diversos estudos apontaram que a maior redução da CBT do leite foi obtida quando os tetos foram lavados com desinfetantes e secados com papel toalha. Dessa forma deve ser enfatizada a importância da secagem manual dos tetos como forma de reduzir a sua contaminação e, por consequência, a CBT do leite.
Tetos limpos e secos antes da ordenha
»Equipamentos de ordenha como fonte de contaminação
Equipamentos de ordenha como fonte de contaminação
A ocorrência de resíduos de leite que fi cam aderidos à superfície interna do equipamento de ordenha favorece a multiplicação de uma grande variedade de microrganismo.
Após determinado tempo, as bactérias se multiplicam e aderem ao equipamento de ordenha formando um biofilme, que constitui uma importante fonte de contaminação e é de difícil remoção pela limpeza normal. Dessa forma, tanto a contaminação da superfície do equipamento de ordenha como a do tanque de expansão são fatores críticos que influenciam a CBT.
Deve-se ressaltar que os microrganismos de origem de infecções intramamárias não apresentam boa capacidade de multiplicação em resíduos de leite ou durante a armazenagem do leite resfriado. A multiplicação microbiana nas superfícies do equipamento são mais intensas para bactérias de origem do ambiente de vaca ( cama, solo, lama, esterco ) e da água usada para limpeza.
Portanto, os procedimentos de limpeza e higienização influenciarão diretamente o nível de contaminação microbiana. O objetivo básico da limpeza de equipamentos de ordenha é remover os componentes orgânicos e minerais do leite que se encontram nas superfícies internas do equipamento, imediatamente após o final da ordenha, pois tais componentes são ótimos substratos para a multiplicação bacteriana. Já a sanitização é feita imediatamente antes da ordenha para eliminar os microrganismos que sobreviveram à limpeza e se multiplicaram durante o intervalo entre ordenhas, minimizando a contaminação do leite.
Chamamos atenção também para as mangueiras e outras partes de borracha que não são trocadas com frequência e têm seu uso prolongado apresentando rachaduras e fissuras, onde ocorrem acúmulo de resíduos de leite e intensa multiplicação bacteriana ao longo do tempo, afetando diretamente a CBT do leite.
Dessa forma, para a obtenção de leite com baixa CBT, além da necessidade de usar água de qualidade, são indispensáveis um bom manejo de ordenha e uma boa limpeza do equipamento e do tanque de expansão, assim como a manutenção programada dos equipamentos com as trocas devidas dos seus componentes.
»Influência da temperatura sobre a contaminação do leite
Influência da temperatura sobre a contaminação do leite
A utilização da refrigeração para manutenção da qualidade do leite após a ordenha tem sido uma das técnicas mais utilizadas a fim de aumentar o tempo de armazenagem do leite e seus derivados. Dessa forma, o resfriamento imediato após a ordenha em temperaturas aproximadamente de 4 graus é a medida que tem causado maior impacto positivo na qualidade do leite dentro da fazenda. Isso ocorre porque a temperatura de armazenamento é um dos fatores mais críticos para a multiplicação dos microrganismos.
Além de manter a temperatura baixa, recomenda-se que o resfriamento do leite após a ordenha seja o mais rápido possível, para minimizar a multiplicação da contaminação microbiana inicial.
»Dica de Qualidade
DICAS DE QUALIDADE - Falhas observadas na limpeza de equipamentos de ordenha
- Enxágue com água fria, resultando em solidificação da gordura e maior dificuldade para a etapa de limpeza com detergente alcalino clorado;
- Falta de suprimento adequado de água quente para limpeza alcalina ou água com temperatura inferior à recomendada;
- Volume insuficiente de água, que não permite que todas as superfícies tenham contato com as soluções de limpeza;
- Velocidade ou turbulência insuficiente, o que impede o contato das soluções com as tubulações. Neste caso, recomenda-se a instalação de um injetor de ar;
- Inadequada dosagem de detergentes, o que reduz a ação química e a eficácia da limpeza. No caso de sistemas automáticos, deve-se monitorar as características das soluções ( pH, alcalinidade). Para os sistemas de dosagem manual, recomenda-se seguir as recomendações do fabricante, tomando-se o cuidado de usar um dosador de fácil manipulação para o responsável pela limpeza;
- Demora após a ordenha ou retirada do leite pelo caminhão para início da limpeza do tanque ou do equipamento, permitindo que o leite seque na superfície dificultando o processo de limpeza.
Prezado Produtor,
O maior objetivo de cada produtor e da indústria de leite deve ser vender leite e derivados que se enquadrem na expectativa dos consumidores, o que inclui produtos que mantêm excelentes características de qualidade durante longo período de estocagem.
Neste sentido, se os produtos que chegam aos consumidores precisam ser de alta qualidade é necessário que as industrias de leite recebam uma matéria-prima proveniente das fazendas que:
- Tenham excelentes características organolépticas;
- Contenha o mínimo de microrganismos;
- Não tenham resíduo de drogas ou adulterantes;
- Seja proveniente de vacas com baixa CCS.
Portanto, para valorizar uma matéria-prima de qualidade, a indústria passou a adotar um sistema de pagamento por qualidade e quando se adota um sistema de pagamento por qualidade é fundamental que sejam estabelecidos critérios rígidos de coleta, transporte e análise de amostras de leite, de forma a garantir que os resultados obtidos reflitam a verdadeira qualidade do leite da fazenda.
Tão importante quanto fornecer um produto de qualidade, é certificar-se de que a amostra do leite que sai da fazenda chegue a fábrica em plenas condições de confiabilidade.
É fundamental o envolvimento de todos neste processo, principalmente, a do transportador, já que ele é o profissional responsável pela coleta da amostra do seu leite.
Para que você possa conhecer, acompanhar e avaliar se a coleta da amostra e do leite está sendo feita corretamente, iremos abordar neste informativo os procedimentos que devem ser aplicados no dia-a-dia pelo transportador no momento da coleta.
Laticínios Taigor's
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Todos que ocupam uma posição de liderança têm a responsabilidade de ajudar a aumentar o conhecimento e a experiência das pessoas. |
» Procedimentos Operacionais do Transportador para Coleta do Leite e Amostra para Análise
» Dica de Qualidade
DICAS DE QUALIDADE - Fatores que afetam a eficácia da desinfecção dos tetos
Alguns cuidados devem ser tomados para que se possa maximizar a eficácia da desinfecção dos tetos. Dentre essas medidas, destacam-se:
- Correto armazenamento do produto: manter o produto estocado em local adequado (limpo e arejado). A estocagem inadequada do produto (ao lado da bomba de vácuo) pode levar à perda de eficiência química deste, por excesso de temperatura. Os recipientes de estocagem do produto devem ser mantidos limpos bem como os frascos de aplicação, os quais devem ser lavados pelo menos uma vez ao dia, pois algumas bactérias, como pseudomonas sp., têm a propriedade de se multiplicar e desenvolver mesmo dentro da solução desinfetante, desde que haja presença de matéria orgânica;
- Correta aplicação do produto: o desinfetante deve ser aplicado sobre pelo menos 80 a 90% de toda superfície do teto. A cobertura parcial do teto não proporciona o efeito máximo do desinfetante. Estima-se o gasto de cerca de 10 ml de desinfetante por vaca por ordenha. Deve ser tomado cuidado especial em situações em que o produto é aplicado via spray;
- Condições ambientais inadequadas no período entre as ordenhas: a presença de matéria orgânica (lama e dejetos) nos tetos provoca a inatiação do desinfetante. Portanto, se logo após a ordenha a vaca for exposta às más condições de higiene, a ação do desinfetante diminui em termos de tempo de ação (menos prolongado) e eficácia;
- Prevenção de lesões nos tetos: a presença de rachaduras, escaras ou cortes nos tetos impede a ação do sanitizante, pois tais áreas de pele lesionadas protegem as bactérias contra a ação desinfetante do produto;
Os recipientes de estocagem do produto e os frascos de aplicação, assim como a
superfície dos tetos devem ser mantidos
limpos para maximizar a eficácia da solução desinfetante.
Prezado Produtor,
Um fator importante para a produção de leite com qualidade e volume é o ambiente em que é feita a ordenha, assim como as instalações nas quais os animais são criados. Devemos dar atenção especial para o ambiente de permanência dos animais, pois pesquisas atuais mostram que os patógenos ambientais podem ser responsáveis pela ocorrência de mastite subclínica. Além disso, um ambiente adequado e bem planejado colabora para a prevenção de estresse, que prejudica a produção animal e proporciona condições higiênicas para evitar a contaminação microbiológica do leite.
A exposição da glândula mamária a patógenos ambientais pode ocorrer a qualquer momento na vida da vaca, incluindo-se o momento da ordenha, o intervalo entre as ordenhas e durante o período seco. Desta forma há uma estreita relação entre os fatores ambientais estressantes e a saúde da glândula mamária.
Fatores como temperatura, umidade e higiene das instalações interferem tanto na produção como na qualidade do leite. Clima quente e úmido aliado a precárias condições de higiene proporcionam condições estressantes para os animais em lactação, afetando negativamente o desempenho produtivo dos animais, além de predispor a uma maior exposição aos agentes patogênicos, o que compromete a resistência dos animais levando a aumento do risco de mastite clínica e da contagem de células somáticas. Nestas condições aumenta-se o uso de antibióticos e com isso o risco de resíduos no leite.
Um controle efi caz da mastite depende da combinação de ações que, isoladamente, não mostram bons resultados. O programa dos seis pontos de controle da mastite e da qualidade do leite baseia-se em manutenção e limpeza do equipamento, correta rotina de ordenha, tratamento imediato de casos clínicos de mastite, tratamento de vacas secas, higiene e conforto dos animais, descarte e segregação de vacas cronicamente infectadas. Esse programa tem sido utilizado com sucesso na prevenção da mastite em vários países, inclusive no Brasil.
Portanto, iremos abordar nesse informativo um dos seis pontos do programa: a influência da higiene do ambiente e o conforto dos animais na produção e na qualidade do leite.
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» Fatores Ambientais e Qualidade do Leite
» Dica de Qualidade
DICAS DE QUALIDADE
Controle Técnico e Manejo de Ordenha
Um dos primeiros passos a serem adotados para controlar os efeitos do estresse térmico é a proteção da vaca contra a radiação solar direta e indireta. É estimado que a produção total de calor pode ser reduzida em 30 a 50% com um bom sistema de sombreamento.
- Vacas em sombreamento tem menor temperatura corporal, menor freqüência respiratória e podem produzir 10% a mais de leite do que vacas expostas ao sol;
- as árvores são as mais efetivas produtoras de sombra, elas combinam a proteção do sol com a evaporação da água das folhas, umedecendo o ar;
- telas de polipropileno (sombrites) também podem ser usadas para proteger o rebanho do sol, proporcionando até 80% de sombreamento;
- a orientação do telhado deve ser feita com a preocupação de proporcionar uma boa área de sombreamento sem deixar de manter o solo seco. Desta maneira, a orientação do curral no sentido Norte-Sul permitirá que seu interior seja protegido do sol mais forte da manhã e da tarde e atingirá as áreas antes sombreadas, servindo para manter o solo seco;
- o correto dimensionamento das instalações proporciona um ambiente controlado com alto padrão de higiene e conforto térmico, estado ideal para uma boa produção de leite;
- proporcionar cerca de 4 m² de sombra por animal;
- fornecer água de boa qualidade à vontade para os animais;
- não permanecer com os animais na sala de espera por mais de uma hora;
- não estressar os animais principalmente antes das ordenhas.
Prezado Produtor,
A definição da qualidade do leite é feita pela observação de parâmetros relativos à composição, contagem bacteriana e de células somáticas. Para que esses parâmetros sejam atingidos e com isso, o leite produzido seja de qualidade é necessário que alguns fatores sejam observados no dia a dia da produção. No caso da composição do leite, dentre os fatores que irão influenciá-la estão: a contagem de células somáticas, a alimentação do rebanho, o manejo e a raça do rebanho.
A qualidade do leite depende também da carga microbiológica inicial do leite, assim como, da velocidade com que as bactérias se multiplicam no leite. A carga microbiológica inicial é influenciada diretamente pelo manejo de ordenha, pela limpeza dos equipamentos de ordenha e armazenamento do leite. Já a velocidade com a qual as bactérias se multiplicarão está relacionada à velocidade de refrigeração do leite após a ordenha. Entretanto, se o leite for obtido sem higiene e apresentar uma grande quantidade de microrganismos, a sua qualidade já estará comprometida, mesmo que a refrigeração seja eficiente, a contagem bacteriana no leite do tanque refrigerador será alta. Em outras palavras, a contagem bacteriana do leite do tanque está diretamente ligada à higiene de ordenha.
Para a obtenção de leite com qualidade é importante observamos todos esses fatores, principalmente no que se refere à qualidade microbiológica, uma vez que é a correta rotina de trabalho e higienização que propiciam um leite com boa qualidade microbiológica. Não se pode esquecer ainda, da qualidade da água. Água de baixa qualidade microbiológica pode contribuir para o aumento da contagem bacteriana do leite do tanque.
Assim, nesta edição do Informativo da Qualidade iremos abordar algumas ações que podem ser realizadas na rotina da produção para evitar as contaminações por microorganismos.
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» Dicas de Qualidade
DICAS DE QUALIDADE
Cuidados para melhorar a eficiência da limpeza dos equipamentos
- Considerar a qualidade físico-química e microbiológica da água. na limpeza. Uma limpeza eficiente passa primeiramente pela utilização de água de boa qualidade (microbiológica e quanto à concentração de sais), uma vez que mais de 95% da solução de limpeza é composta por água.
- Avaliar a dureza da água. Quando o suprimento de água apresenta dureza elevada, é necessário ajustar a concentração do detergente utilizado e a freqüência de uso dos produtos na limpeza dos equipamentos, pois os sais presentes na água podem reduzir a ação do produto e tornar a limpeza menos eficiente.
- Utilizar os detergentes e sanitizantes específicos para os equipamentos de ordenha. A função básica do detergente alcalino é dissolver a gordura do leite e suspender a lactose e proteína, os quais com auxílio de turbulência (ou agitação manual) podem ser removidos. O cloro adicionado ao detergente alcalino tem função de remover depósitos de proteína e não tem objetivo de sanitização. O uso do detergente ácido é recomendado para remover os minerais que aderem à superfície do equipamento de ordenha, evitando a formação da pedra do leite.
- Calcular os volumes de água necessários para cada etapa e sistema de ordenha.
- Treinar as pessoas para executar as rotinas de limpeza.
- Fazer um monitoramento periódico da limpeza.
- Antes do início da ordenha, enxaguar com solução sanitizante para reduzir a carga microbiana que pode contaminar o leite.
Prezado Produtor,
Preocupada com as graves consequências dos resíduos de antibióticos no leite, a Taigor's decidiu tratar do assunto neste Informativo da Qualidade. Nas dicas de qualidade, os produtores terão acesso ás medidas que evitam a ocorrência dessas drogas no produto para consumo humano.
Estima-se que, hoje, 80% a 90% dos resíduos de antibióticos encontrados no leite, têm como causa o tratamento da mastite, considerada a principal doença do rebanho leiteiro que requer, como tratamento, a antibioticoterapia.
O maior índice de contaminação ocorre durante o período de lactação dos animais, independente da via de aplicação (intramuscular, intramamária, intrauterina, endovenosa, oral, tópica ou através da pele). Portanto, para se evitar a presença de resíduos no leite, é fundamental respeitar o período de carência especificado na bula do remédio.
Para ajudá-los a conhecer os medicamentos, a Taigor's buscou informações diretamente dos laboratórios. As páginas centrais trazem a ficha técnica dos principais antibióticos de uso veterinário disponíveis no mercado, com as especificações fidedignas dos fabricantes.
Ao fazer o uso correto dos antibióticos, toda a cadeia produtiva do leite sai ganhando. E o consumidor poderá ter garantida a qualidade e segurança do alimento que diariamente chega a sua mesa.
Laticínios Taigor's
» Medicamentos para o controle de mastite
» Dicas de Qualidade
DICAS DE QUALIDADE
Antibiótico no Leite
1- Principais razões para o aparecimento de resíduos de antibióticos no leite:
- Não observação do período de carência para a retirada do leite;
- Mistura acidental do leite com e sem resíduo;
- Parição antes do período esperado ou curto período seco;
- Contaminação dos equipamentos de ordenha;
- Descarte somente do leite dos quartos tratados;
- Falta de anotações dos tratamentos realizados;
- Não identificação das vacas tratadas ou perda da identificação;
- Uso de produtos de vaca seca para o tratamento de vacas em lactação;
- Uso de drogas em dosagens diferentes das indicadas ao tratamento.
2- Medidas preventivas
- Implantação de um programa efetivo de controle da mastite;
- Identificação dos animais em tratamento;
- Ordenhar separadamente os animais em tratamento;
- Respeitar, estritamente, o período de carência dos medicamentos;
- Informar os funcionários da fazenda sobre o uso correto dos antibióticos, durante o período da lactação;
- Evitar o uso de antibióticos em doses ou esquemas de tratamentos diferentes das recomendações da bula;
- Evitar tratamentos desnecessários principalmente, da mastite subclínica, durante a lactação;
- Anotação correta e sistemática dos dados (dia do início do tratamento, nome do animal, etc.);
- Evitar, sempre que possível, o uso de combinações de medicamentos. Isso pode aumentar o período de excreção no leite;
- Ao fazer o tratamento de somente um quarto mamário, descartar também o leite dos outros quartos;
- Cuidado ao adquirir animais que estão em tratamento;
- Buscar a orientação de um médico veterinário, sempre que necessário.
A qualidade do leite passa pela correta
utilização de todos os tipos de medicamentos
Prezado Produtor,
É crescente a demanda do mercado consumidor por alimentos de alta qualidade, seguros e livres de resíduos. As exigências de qualidade consideram também, fatores como: respeito ao meio ambiente durante a produção, adequadas condições de trabalho, higiene e saúde dos trabalhadores e o bem-estar animal.
Para atender a estas exigências, dentro do conceito de produção, as práticas empregadas na propriedade leiteira devem assegurar que o leite seja produzido a partir de animais saudáveis, em boas condições de higiene e dentro de uma condição ambiental sustentável. Para isso , essas práticas devem sempre enfocar a prevenção dos problemas, visto que as correções são, na maioria das vezes, mais caras e menos eficientes.
No caso da Produção Leiteira o conjunto de atividades que constituem as Boas Práticas Agropecuárias vai garantir a saúde, o bem estar e a segurança dos animais, do homem e do meio ambiente. As Boas Práticas Agropecuárias buscam melhorias na saúde animal, na higiene de ordenha, na alimentação animal e no fornecimento de água, no bem estar animal e na preservação do meio ambiente.
Devido a importância dessa ferramenta para a qualidade do leite dos produtores, mostraremos nesse informativo algumas noções e aplicações das Boas Práticas Agropecuárias (BPA), para que o produtor passe a conhecê-las e possa vir a utilizá-las em sua propriedade.
Laticínios Taigor's
» Saúde Animal e Controle de Mastite
» Higiene e Manejo de Ordenha
» Armazenamento do Leite após a Ordenha e Prevençào dos riscos de contaminação por medicamentos
Prezado Produtor,
Preocupada com as graves consequências dos resíduos de antibióticos no leite, a Taigor's decidiu tratar do assunto neste Informativo da Qualidade. No decorrer dessas páginas, os produtores terão acesso ás medidas que evitam a ocorrência dessas drogas no produto para consumo humano.
Estima-se que, hoje, 80% a 90% dos resíduos de antibióticos encontrados no leite, têm como causa o tratamento da mastite, considerada a principal doença do rebanho leiteiro que requer, como tratamento, a antibioticoterapia.
O maior índice de contaminação ocorre durante o período de lactação dos animais, independente da via de aplicação (intramuscular, intramamária, intrauterina, endovenosa, oral, tópica ou através da pele). Portanto, para se evitar a presença de resíduos no leite, é fundamental respeitar o período de carência especificado na bula do remédio.
Para ajudá-los a conhecer os medicamentos, a Taigor's buscou informações diretamente dos laboratórios. As páginas centrais trazem a ficha técnica dos principais antibióticos de uso veterinário disponíveis no mercado, com as especificações fidedignas dos fabricantes.
Ao fazer o uso correto dos antibióticos, toda a cadeia produtiva do leite sai ganhando. E o consumidor poderá ter garantida a qualidade e segurança do alimento que diariamente chega a sua mesa.
Laticínios Taigor's
Evite resíduos de antibiótico no leite, respeitando o período de carência dos medicamentos
Mastite clínica
Teste da caneca de fundo preto
Todo medicamento de uso
intramamário precisa ter cânula curta
» Veja a tabela dos principais antibióticos para controle de infecções em geral e mastite.
» Dicas de qualidade.
Principais razões para o aparecimento de resíduos de antibióticos no leite:
- Não observação do período de carência para a retirada do leite;
- Mistura acidental do leite com e sem resíduo;
- Parição antes do período esperado ou curto período seco;
- Contaminação dos equipamentos de ordenha;
- Descarte somente do leite dos quartos tratados;
- Falta de anotações dos tratamentos realizados;
- Não identificação das vacas tratadas ou perda da identificação;
- Uso de produtos de vaca seca para o tratamento de vacas em lactação;
- Uso de drogas em dosagens diferentes das indicadas ao tratamento.
Medidas preventivas
- Implantação de um programa efetivo de controle da mastite;
- Identificação dos animais em tratamento;
- Ordenhar separadamente os animais em tratamento;
- Respeitar, estritamente, o período de carência dos medicamentos;
- Informar os funcionários da fazenda sobre o uso correto dos antibióticos, durante o período da lactação;
- Evitar o uso de antibióticos em doses ou esquemas de tratamentos diferentes das recomendações da bula;
- Evitar tratamentos desnecessários principalmente, da mastite subclínica, durante a lactação;
- Anotação correta e sistemática dos dados (dia do início do tratamento, nome do animal, etc.);
- Evitar, sempre que possível, o uso de combinações de medicamentos. Isso pode aumentar o período de excreção no leite;
- Ao fazer o tratamento de somente um quarto mamário, descartar também o leite dos outros quartos;
- Cuidado ao adquirir animais que estão em tratamento;
- Buscar a orientação de um médico veterinário, sempre que necessário.
Prezado Produtor,
O conhecimento dos fatores que afetam a composição de sólidos do leite (gordura, proteína) pode gerar pelo menos 2 benefícios importantes ao produtor do leite.
Em primeiro lugar, trata-se de uma ferramenta importante na avaliação nutricional da dieta, podendo revelar informações sobre a eficiência de utilização dos nutrientes auxiliando no melhor balanceamento da dieta e sobre a saúde animal, que resulta no melhor desempenho ou em redução de custos.
O segundo benefício ainda é recente no Brasil, embora seja crescente a tendência de pagamento por qualidade, tendo gordura e proteína como parâmetros importantes.
Há países em que a composição de sólidos do leite afeta diretamente o preço recebido pelo produto, constituindo-se em mais uma razão para seu conhecimento e acompanhamento.
Na Nova Zelândia, por exemplo, o pagamento do leite é feito com base em quilos de proteínas e quilos de gordura. Nos Estados Unidos, mais de 80% do leite é pago a partir de sua composição nutricional.
Por isso, nesta edição do Informativo da Qualidade, decidimos abordar os vários fatores que afetam a gordura e proteína do leite.
Laticínios Taigor's
Há 2 maneiras de alterar componentes do leite: genética e nutrição.
Mastite clínica
Teste da caneca de fundo preto
» Manipulando a composição do leite
Manipulando a composição do leite
Dentre os componentes que perfazem os sólidos do leite, a gordura é o de maior variação no leite e facilmente influenciável pela nutrição. Enquanto a proteína, em casos extremos, varia cerca de 0,6 unidades percentuais, a gordura pode variar entre 2 e 3 unidades percentuais dependendo da dieta.
Sabemos que a genética também influência na composição do leite ou seja algumas raças tem a composição do seu leite com percentual de gordura e proteína maior do que de outras raças , como pode ser observado no quadro abaixo.
Portanto é importante utilizarmos semên de touros provados para uma maior produção de sólidos.
Fatores que alteram a gordura do leite
1 - Estágio de lactação
Em relação ao estágio de lactação, é importante saber que a curva de gordura apresenta perfil oposto à produção de leite, apresentando valores mais baixo por ocasião do pico de produção e depois sobe gradativamente até o final da lactação .
2 - Mudanças na dieta
A porcentagem de gordura pode cair transitoriamente em função de mudanças bruscas na dieta, o que poderia indicar uma acidose de adaptação.
3 - Estação do ano-interação com Stress térmico
No verão, sob stress térmico, os animais reduzem voluntariamente o consumo de fibra. A redução da porcentagem de fibra na dieta induz à diminuição da ruminação e consequentemente da produção de saliva que atua como importante tamponante ruminal. A menor eficiência do tamponamento da dieta devido a redução da produção de saliva, somado a elevados teores de concentrados, pode provocar um aumento na proporção de ácido lático formado no rúmen, abaixando o seu pH, caracterizando um quadro de acidose que inegavelmente geram uma redução no teor de gordura do leite.
4 - Mobilização corporal
Vacas em início de lactação tendem a apresentar balanço energético negativo, isto é, gastam mais energia do que conseguem ingerir via dieta. O resultado é que mobilizam gordura corporal com o objetivo de repor parcialmente estes gastos energéticos.
Como resultado, parte desta gordura corporal pode acabar na glândula mamária, elevando o teor de gordura do leite.
5 - Relação volumoso/concentrado
Os ruminantes ao digerirem os alimentos estes são utilizados para produzirem ácidos graxos( ácido acético, propiônico e butirico ) no rúmen. O ácido acético é o principal precusor da gordura do leite e a sua maior produção ocorre com a ingestão de volumosos(fibra). O aumento do concentrado na dieta pode ocasionar a redução do pH ruminal. Sob pH ruminal menor do que 6 , a degradação da fibra é bastante prejudicada, diminuindo a produção de ácido acético em contraposição ao ácido propiônico, que aumenta. Sendo o ácido acético precusor da gordura do leite, a sua redução estaria então diretamente relacionada à queda da gordura do leite. Antes de comentarmos sobre os fatores que alteram a proteína do leite é importante sabermos sobre a origem da proteína do leite. A proteína do leite é sintetizada na glândula mamária a partir de compostos presentes no sangue,sendo os aminoácidos os principais precusores. Portanto, qualquer estrategia nutricional que visa o aumento da proteína do leite deve ter como princípio o maior suprimento de aminoácidos na glândula mamária.
Fatores que alteram a proteina do leite
1- Adição de ionóforos (Monensina e Lasalocida)
A adição de ionóforos maximiza a eficiência de produção de ácidos graxos voláteis no rúmen, através da diminuição de perdas de energia via metano e gás carbônico e aumento da proporção de propionato.
O aumento de ácido propiônico no rúmen eleva a disponibilidade de alguns aminoácidos que favorecem a síntese de proteína do leite, porém o aumento é pequeno.
2 - Fornecimento de BST (Somatrotopina)
O fornecimento de bst, está associado negativamente ao teor de proteina do leite, em função de uma série de fatores, entre eles o desbalanceamento na quantidade dos precusores (aminoácido) em relação a quantidade utilizada pela glândula mamária.
O fornecimento de bst leva a um aumento na quantidade de leite fluído produzida, como resultado da síntese de lactose, elevando ou não os teores de gordura, causando, em contrapartida, uma depressão na quantidade produzida de proteína.
3 - Estação do ano-interação com Stress térmico
Assim como no caso da gordura, sob stress térmico há tendência de redução da proteína do leite, embora não de forma tão drástica. A razão disto parece ser a diminuição da eficiência da fermentação ruminal, devido ao baixo consumo de matéria seca.
» Dicas de qualidade.
DICAS DE QUALIDADE - Exame Microbiológico - Procedimentos para a coleta de amostra
1 - Matérial necessário
Tubos ou frascos de vidro com tampa de rosca, ou tubos de plástico descartáveis, esterilizados; recipiente para colocar os tubos de pé; álcool a 70% (70 ml de álcool mais 30 ml de água destilada); chumaços de algodão; papel toalha; desinfetante para imersão de tetas e etiquetas para identificação. Tubos com 15 ml de capacidade são mais fáceis de manusear, mas pode-se usar tubos menores.
2 - Quando coletar as amostras
Antes, após ou no intervalo entre as ordenhas, mas sempre antes que o animal receba tratamento com antibióticos. Sempre que possível deve-se coletar amostras de leite de todos os animais com mastite clínica.
3 - Preparação das tetas
Antes de iniciar os procedimentos da coleta do leite, deve-se lavar as mãos com água e sabão, desinfetá-las e secá-las.
As tetas devem estar limpas e secas antes de iniciar a coleta do leite para exame. Após lavar e secar, pode-se fazer imersão das tetas em solução desinfetante à base de iodofor (1%) ou hipoclorito de sódio (4%). Remover o excesso da solução desinfetante com papel toalha 20 a 30 segundos depois.
Após a limpeza, descartar os primeiros dois ou três jatos de leite de cada quarto mamário. Isto deve ser feito para retirar bactérias que possam estar normalmente presentes no orifício da teta e que podem contaminar a amostra.
Imediatamente antes de coletar o leite, limpar cuidadosamente a extremidade da teta com algodão umedecido (mas não encharcado) com álcool etílico a 70%. Usa-se um (ou mais, se necessário) chumaço de algodão para cada teta, até que a extremidade esteja limpa. O álcool é o anti-séptico mais usado porque evapora rapidamente. Desse modo não deixa resíduos no leite, que podem interferir no exame.
Quando se coleta leite das quatro tetas do mesmo animal, deve-se preparar primeiro as tetas mais distantes. Por exemplo, se o indivíduo estiver do lado direito da vaca, começar preparando as do lado esquerdo, para evitar recontaminação após a anti-sepsia.
4 - Coletas das amostras
Inicia-se a coleta pelas tetas mais próximas (que foram higienizadas por último), para evitar que elas se recontaminem durante a coleta. É muito importante observar os seguintes cuidados:
a) o frasco esterilizado só deve ser aberto no momento da introdução do jato de leite, devendo ser fechado imediatamente após. Não se deve permitir que a abertura do frasco toque qualquer superfície ou a teta do animal. Caso o frasco seja aberto por acidente, deve ser substituído e esterilizado novamente antes de ser usado.
b) no momento da coleta, o frasco deve ser mantido o mais próximo possível da posição horizontal; para isso, inclina-se a teta formando um ângulo reto.
c) a parte interna da tampa do frasco deve ser mantida voltada para baixo e sem contato com a teta, as mãos do ordenhador ou qualquer outra superfície.
5 - Manutenção das amostras
Após a coleta, os frascos com leite devem ser mantidos sob refrigeração. Pode-se usar um recipiente isotérmico, tipo isopor, com gelo e remetidos ao laboratório.
Caso não seja possível enviá-los no mesmo dia para o laboratório, os frascos devem ser congelados, podendo ser mantidos assim por até seis semanas.
6 - Informações sobre as amostras
É muito importante informar ao laboratório alguns dados sobre o animal, como por exemplo, o nome ou o número da vaca, resultado do Califórnia Mastite Teste (CMT) e os sinais clínicos apresentados pelo quarto mamário amostrado. Além disso, devem se informar se a amostra é de mastite subclínica ou clínica, se os sintomas são agudos ou crônicos, se foi feito algum tratamento e qual o produto usado.
Prezado Produtor,
Entre os diversos fatores que interferem na qualidade do leite, destaca‑se a contaminação por bactérias psicrotróficas, microorganismos que crescem em temperatura abaixo de 7ºC. Esse fator pode alterar a composição do leite, diminuir a vida útil do leite e dos derivados lácteos e ainda causar uma série de defeitos tecnológicos nos produtos já processados.
A implantação da coleta de leite estocado sob refrigeração por 48 horas nas propriedades leiteiras tem melhorado a qualidade do leite por inibir o desenvolvimento dos microorganismos que crescem em temperatura ambiente. No entanto, esta estocagem do leite sob refrigeração permite o desenvolvimento de microrganismos denominados psicrotróficos.
Pode-se assim dizer que a melhoria da qualidade do leite, considerando-se por exemplo este fator, está ligada à revisão de procedimentos adotados no "dia a dia" da propriedade, tornando necessário rever o manejo de ordenha, o programa de limpeza dos equipamentos e utensílios, o esquema de manutenção preventiva da ordenhadeira mecânica, a qualidade de água e também o manejo geral da propriedade.
Assim, nesta edição do Informativo da Qualidade iremos abordar sobre as Bactérias Psicrotróficas, os problemas que elas causam no leite e derivados e o que fazer para evitar as contaminações por essas bactérias.
Laticínios Taigor's
A alta contagem de psicrotróficos no leite causa prejuízos para o produtor e para a indústria de laticínios e deve ser evitada.
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Resfriamento imediato do leite após a ordenha |
Limpeza do equipamento de ordenha |
Desinfecção dos tetos |
» Bactérias psicrotróficas - Importantes na qualidade do leite.
BACTÉRIAS PSICOTRÓFICAS - IMPORTÂNCIA NA QUALIDADE DO LEITE
Os microrganismos psicotróficos estão amplamente distribuídos na natureza, sendo contaminantes comuns do leite. As fontes prováveis de contaminação do leite são o solo, a poeira, o ar, a água, a vegetação e as fezes. Bactérias psicotróficas raramente são encontradas na glândula mamária. Portanto, a contaminação do leite pode ocorrer a partir da ordenha de animais com tetos sujos e em equipamentos de ordenha e tanque refrigerador submetidos a manutenção inadequada e mal higienizados.
Devido a má higienização dos equipamentos, pode ocorrer a deposição de resíduos de leite na superfície dos equipamentos, favorecendo a ploriferação de bactérias, inclusive das psicrotróficas nestas superfícies.
Esses microrganismos durante o crescimento produzem enzimas (proteases, lipases), que agem especificamente sobre alguns componentes do leite como a gordura e proteína.
Proteases produzidas por psicrotróficos
As proteases são enzimas que quebram a caseina, a principal proteína do leite.
A maioria das proteases produzidas por psicrotróficos é resistente ao calor, podendo resistir ao processo de pasteurização e ao tratamento do leite longa vida, ou seja, nenhum tratamento térmico é suficiente para inativá-las.
As proteases podem tornar o leite instável ao calor, provocar coagulação no leite pasteurizado e longa vida, além de produzir sabores estranhos, diminuir a produção de queijos e alterar a textura de alguns queijos.
Lipases produzidas por psicrotróficos
As lipases são enzimas que quebram a gordua do leite. As lipases produzidas por psicrotróficos são resistentes ao calor (130º C/15 segundos) e causam ranço e sabor amargo nos derivados lácteos.
PROBLEMAS NO LEITE E DERIVADOS LÁCTEOS
Um ponto que deve ser considerado refere-se à diminuição do teor de proteína e da gordura, consequentemente dos sólidos totais do leite. As enzimas produzidas por estas bactérias podem diminuir estes componentes, levando à produção de leite de pior qualidade.
Deve-se ressaltar que a proteína do leite tem sido, atualmente, um dos critérios de pagamento do leite por qualidade por laticínios de vários países. Assim, a produção de leite com menor teor de proteína, levará a uma menor remuneração dentro dos programas de pagamento por qualidade.
Para a indústria de laticínios, os defeitos de sabor e aroma mais comuns no leite e nos produtos lácteos, são os resultantes de altas contagens de bactérias psicrotróficas, como sabores e aroma de frutas e o ranço.
1-Problemas observados no leite
- Geleificação ou coagulação do leite e o desenvolvimento de sabores e aromas anormais.
- Desestabilização da caseína (principal proteína do leite) e coagulação do leite.
- Contagens de bactérias psicrotróficas maiores que 5.000.000 UFC/ml de leite estão associadas à coagulaçào e a mudanças de sabor e aroma do leite.
- Contagens como estas demonstram que o leite cru foi produzido em condições higiênicas insatisfatórias.
2-Problemas observados no queijo
Vários estudos têm demonstrado uma diminuição do rendimento industrial na fabricação de queijos utilizando-se leite com alta contagem de psicrotróficos. Sabor amargo e rancificação também podem ocorrer.
3-Problemas observados no iogurte
A alta contagem de psicrotróficos no leite cru altera a qualidade do iogurte por conferir ao produto sabor indesejável.
» Dicas de qualidade.
DICAS DE QUALIDADE - Procedimentos
O que fazer para evitar as contaminações por bactérias psicrotróficas
1) O primeiro aspecto que deve ser observado é o manejo de ordenha. A ordenha deve ser higiênica e seguir rigorosamente a seguinte seqüência, independentemente de ser mecânica ou manual.
- Eliminar os 2 ou 3 primeiros jatos de leite em uma caneca de fundo preto ou telada;
- "Pré-dipping" - Desinfecção dos tetos com uma solução antisséptica comercial à base de cloro (0,1 a 0,5 % de cloro ativo) ou iodo, podendo ser usada a mesma solução do pós-dipping (desinfecção após a ordenha), seguindo rigorosamente as recomendações do fabricante para uso como pré-dipping; Observar se há recomendações para diluição do produto. Deve-se cobrir totalmente os tetos para promover a descontaminação dos mesmos;
- Secagem com papel toalha descartável de todos os tetos;
- Colocação da teteiras e ajustes das mesmas, no caso de ordenha mecânica. No caso de ordenha manual, início da mesma;
- Pós-dipping Desinfecção dos tetos com uma solução antisséptica comercial à base de iodo glicerinado, tomando-se o cuidado de cobrir totalmente os tetos para promover a descontaminação dos mesmos.
2) Outro ponto importante refere-se à lavagem de toda a glândula mamária. Esta prática não é recomendável, deve lavar somente os tetos, evitando o uso de grande quantidade de água na sala de ordenha.
3) Outro ponto importante para o qual o produtor deve estar atento é a limpeza e sanitização dos equipamentos de ordenha, tanque de expansão e utensílios. No caso da ordenhadeira mecânica, o programa de limpeza e sanitização deve ser criteriosamente adotado todos os dias, após cada ordenha.
4) Outro ponto que merece atenção é a manutenção preventiva do equipamento. Isto é importante pois problemas relativos principalmente a desgastes de insufladores e outros componentes de borracha, podem propiciar a formação de biofilmes na superfície dos equipamentos, favorecendo a multiplicação de bactérias psicrotróficas.
5) O aumento da temperatura de estocagem de 4-5º C para 10-12º C, causa um significativo aumento na taxa de multiplicação de psicrotróficos e na contagem total de bactérias no leite.
6) A qualidade da água é fundamental para garantir a produção de leite de boa qualidade. A água é também uma fonte de contaminação do leite por psicrotróficos. Por isso recomenda-se a realização de análises microbiológicas e físico-químicas com destaque para a determinação da dureza, visando aumentar a eficiência dos programas de limpeza e desinfecção de equipamentos e, conseqüentemente, a qualidade do leite cru.
Prezado Produtor,
O adequado balanceamento da dieta das vacas leiteiras, buscando disponibilizar todos os nutrientes necessários para o perfeito funcionamento do organismo é uma das estratégias de comprovada eficácia para o aumento da resistência da vaca à ocorrência de doenças. Sendo assim, diversos investimentos em pesquisa têm sido direcionados para o uso de estratégias de prevenção e de aumento da capacidade de resistência da vaca leiteira às doenças de uma forma geral.
Devido ao elevado impacto econômico da mastite, esta doença tem sido uma das mais pesquisadas na busca de ferramentas para aumentar a resistência do animal em relação às novas infecções e, conseqüentemente, da melhoria da qualidade do leite.
Dentre os vários nutrientes necessários na dieta das vacas leiteiras, os micronutrientes - substâncias requeridas em pequenas quantidades na alimentação - como os minerais e vitaminas têm sido os mais estudados. Uma grande vantagem do uso da suplementação de micronutrientes na dieta como ferramenta para melhorar a resposta da vaca a infecções é o seu baixo custo, apresentando uma relação custo benefício favorável, quando aplicada de maneira conjunta com as demais medidas de controle de mastite.
Assim, nesta edição do Informativo da Qualidade iremos abordar sobre o efeito de vitaminas e microminerais na saúde da glândula mamária.
Laticínios Taigor's
A deficiência de determinados micronutrientes, necessários para uma função imunológica adequada, pode aumentar a susceptibilidade à mastite.
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A dieta tem um papel fundamental na resistência contra doenças |
As pastagens verdes são ricas em Vitamina E |
» Efeito das vitaminas e microminerais na saúde da glândula mamária.
EFEITO DAS VITAMINAS E MICROMINERAIS NA SAÚDE DA GLÂNDULA MAMÁRIA
A adequada nutrição de vacas leiteiras desempenha um papel essencial na capacidade de resposta a infecções, não apenas devido aos efeitos negativos de dietas não balanceadas, mas principalmente porque a ingestão de quantidades insuficientes de micronutrientes pode afetar significativamente a imunidade da glândula mamária.
Para que a resposta imune seja eficiente é necessário destacar que todos os nutrientes requeridos na dieta são importantes. No entanto, alguns nutrientes parecem ter uma associação muito mais estreita com esta resposta, o que será discutido a seguir.
O selênio (Se)
É um micronutriente que desempenha papel essencial na função do sistema imune.
Deficiências de Se resultam em diminuição da função do neutrófilo, que é uma das primeiras células de defesa responsáveis pela eliminação de bactérias invasoras da glândula mamária.
Vacas que recebem suplementação de Se em quantidades adequadas apresentam casos de mastite clínica com menor duração e com menor severidade dos sintomas.
Estes efeitos benéficos da suplementação com Se podem ser atribuídos à diminuição dos danos celulares causados pelos radicais livres e a maior eficiência da eliminação dos agentes causadores de mastite.
A vitamina E
Pode ser encontrada em grandes quantidades em forragens verdes, mas a sua concentração diminui significativamente à medida que a planta envelhece e durante processos de conservação de forragens, como a ensilagem. Sendo assim, recomenda-se a suplementação de vitamina E na dieta através de fontes sintéticas para animais sem acesso a pastagens verdes.
A suplementação de vitamina E em vacas leiteiras reduz significativamente a incidência de casos clínicos, diminui o número de infecções intramamárias após o parto e reduz a severidade e duração das infecções.
Resultados de pesquisa apontam que ocorre um efeito sinérgico na suplementação de Se e vitamina E, uma vez que os resultados da suplementação associada apresentam-se superiores em comparação com a suplementação isolada destes micronutrientes.
Os requerimentos de Se e vitamina E são especialmente importantes no período seco, que se constitui um dos períodos mais críticos com relação à ocorrência de novas infecções.
A vitamina A e beta-caroteno
A deficiência também pode aumentar a susceptibilidade à infecção intramamária. A suplementação com esses micronutrientes parece reduzir a incidência e a gravidade da mastite pela influência que exerce sobre o sistema imunológico do úbere.
O cobre (Cu)
A deficiência do cobre resulta na redução da capacidade bactericida dos leucócitos, principalmente no período peri-parto. Quando esta deficiência estiver associada a outras deficiências como a de vitamina E, vitamina A e beta-caroteno, ocorre redução da capacidade de resposta imune da vaca. A suplementação de cobre em níveis adequados na dieta proporciona redução no número de quartos infectados no parto e também no número de quartos infectados pelos principais patógenos causadores de mastite. Vacas suplementadas com cobre na dieta tendem a apresentar redução na CCS quando comparadas com vacas que não recebem a suplementação.
O zinco (Zn)
Tem sido associado à função imune. Inicialmente, podemos destacar a função essencial do Zn na integridade da pele e em especial da glândula mamária, pois essa é considerada a primeira barreira natural contra a entrada de bactérias para o interior da glândula mamária. As deficiências de Zn podem resultar em maior susceptibilidade a infecções secundárias, as quais podem ser revertidas pela sua suplementação.
A tabela abaixo informa os níveis de micronutrientes recomendados para otimização da resposta imunológica em vacas leiteiras pelo National Mastitis Council ( NMC) e valor de exigências que seria indicado pelo NRC para Bovinos de Leite.
É importante considerar, porém, que o fornecimento adequado de todos os micronutrientes não substitui a implantação das medidas de um programa de controle de mastite, uma vez que a suplementação de micronutrientes é uma ferramenta auxiliar para a maximização da imunidade do animal.
» Dicas de qualidade.
DICAS DE QUALIDADE - Práticas de manejo para evitar a contaminação do leite
O equipamento de ordenha deve estar limpo e sanitizado.
A limpeza do equipamento é um ponto crítico para a qualidade do leite, pois todas as superfícies de contato com o leite são possíveis fontes de contaminação, caso não estejam limpas e sanitizadas.
A limpeza do equipamento deve ser feita imediatamente após o final da ordenha, enquanto a sanitização é recomendada antes do início de cada ordenha.
Para uma limpeza eficiente, recomenda-se o uso apenas de produtos de limpeza especialmente produzidos para uso em equipamentos de ordenha (detergente alcalino clorado e detergente ácido), assim como a utilização na concentração recomendada pelo fabricante. O uso de outros produtos, além de não apresentarem eficácia satisfatória, podem levar à corrosão de parte do equipamento.
Além da concentração do produto de limpeza, outros fatores importantes são: temperatura, tempo e turbulência das soluções de limpeza.
Por exemplo, é recomendado que a temperatura inicial da solução de detergente alcalino seja de 70ºC e não inferior a 45ºC ao final do ciclo.
Desta forma, é imprescindível que a fazenda tenha alguma forma de aquecimento de água, mesmo que bastante simples.
As vacas devem ser ordenhadas com tetos limpos e secos.
É importante que as vacas cheguem no momento da ordenha com os tetos limpos e secos, e que o uso de lavagem de tetos com água seja reduzido. Recomenda-se que seja feito o teste da caneca de fundo preto para identificação de vacas com mastite clínica, seguido do uso de desinfecção dos tetos antes da ordenha em solução a base de cloro ou iodo. Esta é uma medida eficaz na melhoria da qualidade do leite e na redução de até 50% nas novas infecções causadas por agentes ambientais.
Detalhe importante: recomenda-se aguardar pelo menos 30 segundos entre a aplicação da solução desinfetante e a secagem dos tetos em papel toalha descartável.
Resfriamento rápido do leite após a ordenha.
Uma vez que o leite foi produzido por vacas saudáveis, ordenhadas em um equipamento de ordenha limpo e sanitizado e, com adequada rotina de ordenha, é necessário que o leite seja imediatamente resfriado para 4ºC em 3 horas após a 1ª ordenha e que a temperatura do leite não atinja mais de 10ºC na segunda ordenha.
O resfriamento do leite na fazenda reduz a multiplicação de bactérias que causam alterações nas características do alimento.
Treinamento de ordenhadores e incentivos.
São fundamentais para a produção de leite de qualidade, uma vez que no dia-a-dia são estas as pessoas diretamente ligadas a tarefas de ordenha dos animais, limpeza e sanitização da ordenhadeira e que, adequadamente motivados, podem consistentemente produzir leite de alta qualidade.
Prezado Produtor,
A ordenhadeira mecânica é a principal máquina existente em um sistema de produção de leite. É o único equipamento em contato direto com a vaca, pelo menos duas vez ao dia, durante os 365 dias do ano. Faça sol ou chuva, seja feriado ou não, seu funcionamento deve ser perfeito.
As máquinas de ordenha são, basicamente, sistemas através dos quais ar e leite são transportados de maneira harmônica. As ordenhadeiras mecânicas devem retirar a maior quantidade de leite presente no úbere, no menor espaço de tempo possível, sem prejudicar a saúde da glândula mamária.
O manejo correto da ordenha depende da combinação entre os elementos da máquina e o ordenhador, associado à correta manutenção do equipamento, outro fator extremamente importante. Desta forma, é de suma importância um maior conhecimento a respeito do equipamento de ordenha.
Por isso, nesta edição do Informativo da Qualidade, decidimos abordar os componentes da máquina de ordenha, suas principais características e funções.
Laticínios Taigor's
A manutenção programada do equipamento de ordenha é importante para obtermos um leite de melhor qualidade.
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| Checagem da bomba de vácuo |
Checagem dos pulsadores |
» Componentes da máquina de ordenha.
COMPONENTES DA MÁQUINA DE ORDENHA
Todos os sistemas de ordenha, independente do tamanho ou sofisticação, têm os mesmos componentes básicos: sistema de vácuo, sistema de pulsação, sistema para a extração do leite e sistema para o transporte do leite.
1- SISTEMA DE VÁCUO
O sistema de vácuo é composto de: bomba de vácuo, regulador de vácuo, vacuômetro, linha principal de suprimento de vácuo, linhas de pulsação e linhas de leite.
Bomba de vácuo
É a responsável pela produção do vácuo. A vazão destas bombas é descrita em litros/minuto ou cfm (cubic feet per minute), o que corresponde a 28,3 litros/minuto. Para instalação da bomba de vácuo os seguintes pontos devem ser considerados:
> o local de instalação deve ser de fácil acesso e estar protegido contra as chuvas;
> um silenciador deve ser instalado na bomba de vácuo;
> o exaustor deve ter tampa móvel na saída, para evitar a admissão de ar quando do desligamento da bomba - o que provocaria rotações em sentido inverso e danificaria as palhetas;
> um sistema de proteção para polias e correias.
As bombas de vácuo devem ser avaliadas de 6 em 6 meses, através da medição da vazão de vácuo (litros/minuto) e da comparação da mesma com o potencial da bomba.
Regulador de vácuo
O regulador de vácuo é o componente responsável pela manutenção da estabilidade do nível de vácuo. Em função dele, aumenta-se ou diminui-se a entrada de ar no sistema de ordenha. O regulador é o "cérebro" do equipamento de ordenha, sendo ajustado para trabalhar a um determinado nível de vácuo. O regulador de vácuo deve apresentar três características importantes:
> sensibilidade: capacidade de captar pequenas entradas de ar no sistema;
> rapidez: responder com agilidade uma vez detectados a entrada de ar ou excesso de vácuo no sistema;
> capacidade: a capacidade de admissão de ar regulado deve ser, no mínimo, igual a capacidade de vazão de vácuo das bombas operantes.
Vacuômetro
É o "relógio" do equipamento de ordenha, responsável pela informação do nível de vácuo em que o sistema está operando. É importante que ele seja instalado dentro da sala de ordenha e em um local de fácil visualização para o ordenhador.
Reservatório de vácuo
O reservatório apresenta duas funções:
> evitar quedas bruscas na pressão de vácuo, devido às entradas indesejáveis de ar no sistema durante a colocação ou retirada das teteiras, ou queda de conjunto de teteiras;
> interceptar eventuais entradas de leite ou soluções de limpeza na bomba de vácuo.
2- SISTEMA DE PULSAÇÃO
A finalidade do sistema de pulsação é permitir a execução das fases de massagem e extração de leite, de forma a simular a mamada do bezerro.
Pulsador
O pulsador controla a pressão interior da câmara de pulsação (câmara formada entre a teteira e o copo da teteira), alternando momentos de vácuo no teto (sucção de leite) com momentos de pressão atmosférica (massagem do teto). Existem dois tipos de pulsadores:
> pneumático ou mecânico;
> eletrônico.
A checagem devem ser realizadas semestralmente com equipamentos específicos, medindo as relações de pulsações.
3- SISTEMA PARA EXTRAÇÃO DE LEITE
Insuflador
O insuflador é a única parte da máquina de ordenha que entra em contato direto com a vaca; constitui a adaptação da ordenhadeira mecânica aos tetos. As características ideais do insuflador são:
> elasticidade adequada;
> resistência no manuseio;
> ser feito com materiais atóxicos e especifícos para alimentos;
> ser oriundos de fornecedores certificados;
> resistência ao ozônio, luz solar, abrasões e oxidação.
É de vital importância que o insuflador seja trocado regularmente, a cada 2.500 ordenhas ou 6 meses de uso, o que ocorrer primeiro, pois ele sofre desgastes, sobretudo, com as constantes agressões, movimentações e soluções de limpeza (uso indiscriminado de cloro).
Coletor
Executam as funções de coletar o leite dos copos da teteira, conduzindo-o à mangueira longa de leite e distribuindo o comando vácuo/ar do pulsador para os copos de teteiras. As características de um coletor ideal são:
> são volumosos, o que facilita o fluxo do leite e evita a obstrução do orifício de entrada de ar e o refluxo do leite;
> orifício de admissão de ar de fácil acesso e visualização;
> fácil visualização do fluxo de leite;
> eficiente válvula para cortar o vácuo.
4 - SISTEMA PARA O TRANSPORTE DO LEITE
Os principais componentes do sistema para o transporte de leite consiste de: conjuntos de ordenha, unidade final, linha de leite.
Unidade final
É garrafão que recebe todo o volume de leite das tubulações nos sistemas de circuito fechado (leite canalizado), podendo ser de pirex ou aço inoxidável.
O diâmetro das entradas e saídas da unidade final são de suma importância para o adequado funcionamento e para checagem do equipamento de ordenha.
Linha de leite
As linhas de leite devem ser de aço inoxidável e seu diâmetro deve ser no mínimo 2 polegadas. Este material apresenta maior resistência, durabilidade e proporciona melhores condições de limpeza, devido às paredes lisas.
» Dicas de qualidade.
DICAS DE QUALIDADE - Instruções para coleta de amostra de água para exames bacteriológicos e físico-químico
Cuidados na obtenção das amostras para exames
a) Em água de rio: Tirar a amostra abaixo da superfície, colocando o gargalo no sentido contrário ao da corrente;
b) Em água de poço raso: Deve-se mergulhar o frasco com a boca para baixo e não coletar na sua superfície. Pode-se empregar uma vara com rolha e com cordão;
c) Torneira ou proveniente de uma bomba: Deixar a água escoar por algum tempo (um minuto), desprezando os primeiros jatos ou a vazão inicial.
Amostras para exames físicos e químicos
A amostra de água para exame físico e químico deve ser colhida em 2 (dois) litros, em garrafas limpas e convenientemente arrolhadas. Uma vez obtidas, as amostras devem ser enviadas com a máxima brevidade ao laboratório.
Amostras para exame bacteriológico
As coletas de água para exame bacteriológico são realizadas em frascos, geralmente com 100cm3 de volume. O frasco deve vir limpo e esterilizado do laboratório e convenientemente tampado. Antes da coleta da amostra de água para análises bacteriológicas, deveremos nos informar se foi adicionado cloro na água, pois nesse caso o vidro, além de esterilizado, deve conter em seu interior 2cm3 de hiposulfeto de sódio para eliminação da influência do cloro.
Cuidados na coleta de amostras de água para exames bacteriológicos
Para coletar uma amostra confiável, alguns cuidados são indispensáveis, como:
> em caso de torneira ou bomba, deixar correr as primeiras águas;
> flambar a torneira com chama de papel ou de álcool;
> não tocar com os dedos na parte da rolha que fica no interior do vidro.
O exame bacteriológico deve ser feito o mais rápido possível. As amostras devem ser conservadas à temperatura de 6 a 10ºC (geladeira) para evitar o crescimento da quantidade de microorganismos. O tempo máximo permitido entre a coleta da amostra e o exame no laboratório é de 6 (seis) horas, isto para água pouco poluída.
O frasco deve ser etiquetado, contendo número e data. Para cada amostra deve ser preenchida uma ficha de identificação com o nome do proprietário, endereço completo, data e horário da coleta, tipo de fonte ou manancial, local de coleta e se trata de água clorada ou não.
Prezado Produtor,
A vaca leiteira necessita de um período sem produção de leite, antes do parto, para descanso e recuperação da glândula mamária. Este período é importante para otimizar a produção de leite na lactação seguinte. Esta fase é chamada de "período seco", que deve ser de aproximadamente 60 dias antes do parto.
Antigamente, acreditava-se que vacas leiteiras necessitavam de um período seco para recuperar suas reservas nutricionais. Hoje, no entanto, sabe-se que as células secretoras (estruturas que produzem leite) necessitam regredir ou involuir para estruturas não secretoras, "descansando" para se prepararem para a próxima lactação. Quando a data do parto se aproxima, estas estruturas tornam-se ativas de novo e novas células secretoras do leite também são formadas. Portanto, a quantidade de tecidos produtores de leite aumenta de uma lactação para outra. A produção de leite será 25% a 30% menor, se o período seco não for adotado.
Porém, durante o início do período seco, um "stress" enorme é exercido sobre a glândula mamária. Isso ocorre porque a glândula deve interromper a produção e absorver o leite retido, além de milhões de células secretoras mortas. No início do período seco e de duas a três semanas antes do parto é que ocorrem aproximadamente 40% a 50% das novas infecções do úbere. Pesquisas têm demonstrado que a terapia de vaca seca pode reduzir o número de novas infecções durante este período em até 30%.
Por isto, nesta edição do Informativo da Qualidade, decidimos abordar a relação do período seco com o nível da mastite nos rebanhos leiteiros e a importância da terapia de vaca seca para eliminar as infecções existentes, bem como evitar novas infecções.
A freqüência de novas infecções durante o período seco é seis vezes maior do que no período de lactação
Laticínios Taigor's
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Utilizar uma bisnaga de antibiótico para vaca seca em cada teta |
O período seco é vital para todas as vacas |
» A importância da terapia de vaca seca.
A IMPORTÂNCIA DA TERAPIA DE VACA SECA
Secagem e início do período seco
A redução do fornecimento de concentrado, interrupção abrupta da ordenha e aplicação imediata do produto para tratamento de vaca seca em todos os quartos são as práticas mais recomendadas para a secagem das vacas. Vacas de alta produção (acima de 15 litros de leite/dia no final da lactação) devem ser submetidas a um manejo visando a retirada do concentrado, duas semanas antes da secagem, para ajudar a reduzir a produção.
É muito importante observar as vacas, criteriosamente, por duas semanas após a secagem, para garantir que a glândula esteja involuindo de forma adequada, sem inflamação e edema. Glândulas mamárias com quartos inchados devem ser examinados para detecção de mastite. Vacas com sinais visíveis da doença devem ser submetidas a terapia de suporte. No entanto, nova infusão de antibióticos na glândula mamária não é recomendada. Terapia de suporte pode incluir administração de antibiótico e/ou de anti-inflamatório por via intramuscular ou intravenosa.
Neste período, a taxa de novas infecções aumenta acentuadamente, sendo 6 vezes maior que a observada durante a lactação. O que resulta em um número elevado de quartos infectados no parto e responde pelo alto nível de infecção durante a lactação em muitos rebanhos. Sem a terapia de vaca seca, aproximadamente 10% dos quartos nos rebanhos com níveis médios de infecção se tornarão infectados, causando inflamação e perdas na produção.
Vantagens da terapia de vaca seca
Essa terapia é muito importante, principalmente nos casos de mastite contagiosa. As vantagens são:
- Não há descarte de leite.
- A resposta ao tratamento é muito mais eficiente do que durante a lactação, porque uma concentração mais elevada de antibiótico pode ser infundida no quarto, sem que tenha que preocupar com o período de carência da droga.
- Preparações com antibióticos de longa duração podem ser usadas, com liberação lenta do produto.
Terapia de vaca seca contra mastite subclínica:
Além de reduzir a alta taxa de novas infecções durante o período seco, a terapia da vaca seca é o melhor método para tratar e curar infecções subclínicas (aquelas inaparentes que o produtor ou o retireiro não consegue visualmente detectar). O tratamento durante a lactação, de infecções subclínicas produzidas por algumas espécies de bactérias causadoras de mastite ambiental, como Streptococcus ambientais e vários Staphylococcus, não é recomendado porque as taxas de cura podem ser menores de 10% e raramente serão maiores de 40% a 50%. Desta forma, tais infecções são melhor tratadas durante o período seco, quando a taxa de cura pode ser igual ou superior a 60%, dependendo do agente causal.
Procedimentos de infusão
A adoção de procedimentos apropriados de infusão é ponto-chave no programa de terapia de vaca seca. Após a ordenha completa, os tetos devem ser bem limpos e desinfetados antes de serem submetidos à infusão. Sem uma preparação adequada, microrganismos presentes no teto podem ser levados para dentro da glândula, resultando em uma infecção mais severa do que aquela que o tratamento visava curar. Assim, as seguintes etapas devem ser realizadas:
- No caso de tetos sujos, lavá-los e secá-los com papel toalha descartável.
- Lavar e desinfetar as mãos com solução germicida, secando-as com papel toalha descartável.
- Fazer a imersão dos tetos em solução desinfetante (iodo por exemplo) e aguardar 30 segundos antes de secá-los com papel toalha descartável.
- Desinfetar a extremidade dos tetos com um algodão embebido em álcool 70%. Usar um pedaço de algodão separado para cada teto.
- Utilizar somente a extremidade da cânula ou usar um produto comercial com uma cânula curta na terminação do teto. Não deixar que a cânula estéril toque em nada antes da infusão.
- Desinfetar os tetos com um produto germicida após o tratamento.
- Identificar as vacas tratadas e separá-las das vacas em lactação para prevenir contaminação do leite com antibióticos, no caso de ordenha acidental de vacas secas.
Produtos de infusão de vaca seca
Somente antibióticos de infusão intramamária de dose única, formulados especificamente para terapia de vaca seca, devem ser usados. Estes produtos contém altos níveis de antibióticos em uma base de liberação lenta, que manterão os níveis terapêuticos na glândula seca por maiores períodos de tempo do que as infusões usadas em vacas em lactação. Estas preparações nunca devem ser usadas em vacas em lactação ou em vacas secas, 30 dias antes da data prevista do parto.
» Dicas de qualidade.
DICAS DE QUALIDADE - Qual a melhor forma de aplicação do desinfetante nos tetos?
A forma mais convencional de aplicação do desinfetante é pela imersão do teto na solução desinfetante. Existem vários modelos de copos de aplicação, mas os modelos que permitem que o desinfetante recircule facilitam a contaminação do produto com substâncias que podem diminuir a atividade do desinfetante. Desta forma, se o produto não for mantido limpo e trocado periodicamente, pode ocorrer o efeito inverso, que é a disseminação de microorganismos pelo desinfetante. Alguns microrganismos como Pseudomonas e Serratia podem crescer mesmo em soluções desinfetantes, mas, de forma geral, raramente são causas de casos de mastite.
Atualmente, alguns rebanhos têm como opção o uso da aplicação por spray, ao invés do aplicador convencional. Este procedimento pode trazer resultados satisfatórios, desde que sejam tomados cuidados para garantir que toda a superfície do teto seja coberta com o desinfetante. Geralmente, não se consegue isso. Tanto resultados práticos quanto de pesquisa indicam que a aplicação por spray pode ser eficaz, desde que realizada de forma adequada, o que nem sempre é possível. A regra geral é: qualquer que seja o método, os tetos devem ser totalmente cobertos.
A prática de desinfecção dos tetos é uma das principais estratégias para o manejo de ordenha visando o controle da mastite, porém, para que os resultados sejam positivos, é de fundamental importância o uso de produtos que tenham eficácia comprovada em testes científicos.
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Tetos totalmente cobertos com solução de iodo (aplicador convencional) |
Tetos parcialmente cobertos (aplicação por spray) |
Prezado Produtor,
Desde o início, o propósito da Taigor's foi de viabilizar as condições necessárias para que seus produtores se adaptassem à nova norma e, sobretudo, ao que determina o mercado, que exige, a cada dia, mais qualidade de todo e qualquer produto que consome. Portanto, vale destacar: se um dos segmentos da cadeia falhar, os prejuízos serão de todos. Daí terão sido inúteis os esforços de toda nossa equipe para evitar resíduos de antibióticos no leite recebido, uma questão não apenas econômica, mas também de saúde pública.
Todo o trabalho teve e tem por objetivo mostrar a importância da prevenção, que inclui algumas medidas capazes de evitar a contaminação do leite por resíduos de antibiótico nas fazendas, já amplamente divulgadas.
Para ajudá-los a conhecer os medicamentos, buscamos informações diretamente dos laboratórios. As páginas centrais trazem a ficha técnica dos principais antibióticos de uso veterinário disponíveis no mercado, com as especificações fidedignas dos fabricantes.
Laticínios Taigor's
Estima-se que 80 a 90% dos resíduos de antibióticos encontrados no leite têm como causa o tratamento da mastite
» Principais antibióticos
» Dicas de qualidade.
DICAS DE QUALIDADE - Antibiótico no Leite
Principais razões para o aparecimento de resíduos de antibióticos no leite:
- Não observação do período de carência para a retirada do leite;
- Mistura acidental do leite com e sem resíduo;
- Parição antes do período esperado ou curto período seco;
- Contaminação dos equipamentos de ordenha;
- Descarte somente do leite dos quartos tratados;
- Falta de anotações dos tratamentos realizados;
- Não identificação das vacas tratadas ou perda da identificação;
- Uso de produtos de vaca seca para o tratamento de vacas em lactação;
- Uso de drogas em dosagens diferentes das indicadas ao tratamento.
Medidas preventivas
- Implantação de um programa efetivo de controle da mastite;
- Identificação dos animais em tratamento;
- Ordenhar separadamente os animais em tratamento;
- Respeitar, estritamente, o período de carência dos medicamentos;
- Informar os funcionários da fazenda sobre o uso correto dos antibióticos, durante o período da lactação;
- Evitar o uso de antibióticos em doses ou esquemas de tratamentos diferentes das recomendações da bula;
- Evitar tratamentos desnecessários principalmente, da mastite subclínica, durante a lactação;
- Anotação correta e sistemática dos dados (dia do início do tratamento, nome do animal, etc.);
- Evitar, sempre que possível, o uso de combinações de medicamentos. Isso pode aumentar o período de excreção no leite;
- Ao fazer o tratamento de somente um quarto mamário, descartar também o leite dos outros quartos;
- Cuidado ao adquirir animais que estão em tratamento;
- Buscar a orientação de um médico veterinário, sempre que necessário.
Prezado Produtor,
A partir de 1º de julho, a implantação da Instrução Normativa nº 51 deixou de ser uma expectativa para tornar-se realidade. Uma norma legal instituída pelo MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), que regulamenta a produção, identidade e qualidade do leite e seu transporte no país. A norma regulamenta que o leite cru deve ser refrigerado na propriedade rural e transportado a granel até a indústria. Um esforço do qual já vinha participando a Laticínios/Taigor's e seus produtores associados, sobretudo porque, com as novas normas, produzir com qualidade passa a ser sinônimo de melhores preços.
Pela importância da adaptação, por parte dos produtores, ao que determina a IN 51, publicamos, nas páginas centrais, a íntegra dos regulamentos técnicos de identidade e qualidade de leite cru refrigerado e seu transporte a granel. A coleta do leite cru refrigerado na propriedade rural e seu transporte a granel passam a ser compulsórios inicialmente, nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, sendo este um marco na obtenção de leite com os parâmetros de qualidade previstos nos regulamentos técnicos especificos.
O Anexo IV regulamenta o leite cru refrigerado produzido nas propriedades rurais, destinado à obtenção do leite pasteurizado para consumo humano direto ou para transformação em derivados lácteos. Já o Anexo VI trata dos requisitos mínimos exigidos no transporte a granel.
Torna-se importante ressaltar que a implantação da IN 51 é uma conquista de toda a cadeia produtiva do leite. Com isso, o Brasil passa a ter melhores condições para exportar, o produtor entregará um produto com maior valor agregado, a indústria vai receber matéria-prima com qualidade e o consumidor terá um produto com mais qualidade e segurança alimentar.
Laticínios Taigor's
Quanto melhor o nosso leite, mais espaço o Brasil tem para conquistar novos mercados
» Regulamento técnico de identidade e qualidade de leite cru refrigerado
ANEXO IV
REGULAMENTO TÉCNICO DE IDENTIDADE E QUALIDADE DE LEITE CRU REFRIGERADO
1. Alcance
1.1. Objetivo
O presente Regulamento fixa a identidade e os requisitos mínimos de qualidade que deve apresentar o Leite Cru Refrigerado nas propriedades rurais.
1.2. Âmbito de Aplicação
O presente Regulamento se refere ao Leite Cru Refrigerado produzido nas propriedades rurais do território nacional e destinado à obtenção de Leite Pasteurizado para consumo humano direto ou para transformação em derivados lácteos em todos os estabelecimentos de laticínios submetidos a inspeção sanitária oficial.
2. Descrição
2.1. Definições
2.1.1. Entende-se por leite, sem outra especificação, o produto oriundo da ordenha completa, ininterrupta, em condições de higiene, de vacas sadias, bem alimentadas e descansadas. O leite de outras espécies deve denominar-se segundo a espécie da qual proceda;
2.1.2. Entende-se por Leite Cru Refrigerado, o produto definido em 2.1.1., refrigerado e mantido nas temperaturas constantes da tabela 2 do presente Regulamento Técnico, transportado em carro-tanque isotérmico da propriedade rural para um Posto de Refrigeração de leite ou estabelecimento industrial adequado, para ser processado.
2.2. Designação (denominação de venda)
- Leite Cru Refrigerado.
3. Composição e Qualidade
3.1. Requisitos
3.1.1. Características Sensoriais
3.1.1.1. Aspecto e Cor: líquido branco opalescente homogêneo;
3.1.1.2. Sabor e Odor: característicos. O Leite Cru Refrigerado deve apresentar-se isento de sabores e odores estranhos.
3.1.2. Requisitos gerais
3.1.2.1. Ausência de neutralizantes da acidez e reconstituintes de densidade;
3.1.2.2. Ausência de resíduos de antibióticos e de outros agentes inibidores do crescimento microbiano.
3.1.3. Requisitos Físico-Químicos, Microbiológicos, Contagem de Células Somáticas e Resíduos Químicos:
3.1.3.1. O leite definido no item 2.1.2. deve seguir os requisitos físicos, químicos, microbiológicos, de contagem de células somáticas e de resíduos químicos relacionados nas Tabelas 1 e 2, onde estão também indicados os métodos de análises e freqüências correspondentes:
4. Controle Diário de Qualidade do Leite Cru Refrigerado na Propriedade Rural
4.1. Leite de conjunto de produtores, quando do seu recebimento no Estabelecimento Beneficiador (para cada compartimento do tanque):
- Temperatura;
- Teste do Álcool /Alizarol na concentração mínima de 72% v/v (setenta e dois por cento volume/volume);
- Acidez Titulável;
- Índice Crioscópico;
- Densidade Relativa, a 15/15ºC;
- Teor de Gordura;
- Pesquisa de Fosfatase Alcalina (quando a matéria-prima for proveniente de Usina e ou Fábrica);
- Pesquisa de Peroxidase (quando a matéria-prima for proveniente de Usina e ou Fábrica);
- % de ST e de SNG;
- Pesquisa de Neutralizantes da Acidez e de Reconstituintes da Densidade;
- outras pesquisas que se façam necessárias.
5. Aditivos e Coadjuvantes de Tecnologia/Elaboração
Não se admite nenhum tipo de aditivo ou coadjuvante.
6. Contaminantes
O leite deve atender a legislação vigente quanto aos contaminantes orgânicos, inorgânicos e os resíduos biológicos.
7. Higiene
7.1. Condições Higiênicas - Sanitárias Gerais para a Obtenção da Matéria-Prima:
Devem ser seguidos os preceitos contidos no "Regulamento Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas Práticas de Fabricação para Estabelecimentos Elaboradores/Industrializadores de Alimentos, item 3: Dos Princípios Gerais Higiênico-Sanitários das Matérias-Primas para Alimentos Elaborados/Industrializados", aprovado pela Portaria nº 368/97 - MA, de 04 de setembro de 1997, para os seguintes itens:
7.1.1. Localização e adequação dos currais à finalidade;
7.1.2. Condições gerais das edificações (área coberta, piso, paredes ou equivalentes), relativas à prevenção de contaminações;
7.1.3. Controle de pragas;
7.1.4. Água de abastecimento;
7.1.5. Eliminação de resíduos orgânicos;
7.1.6. Rotina de trabalho e procedimentos gerais de manipulação;
7.1.7. Equipamentos, vasilhame e utensílios;
7.1.8. Proteção contra a contaminação da matéria-prima;
7.1.9. Acondicionamento, refrigeração, estocagem e transporte.
7.2. Condições Higiênico-Sanitárias Específicas para a Obtenção da Matéria-Prima:
7.2.1. As tetas do animal a ser ordenhado devem sofrer prévia lavagem com água corrente, seguindo-se secagem com toalhas descartáveis e início imediato da ordenha, com descarte dos jatos iniciais de leite em caneca de fundo escuro ou em outro recipiente específico para essa finalidade. Em casos especiais, como os de alta prevalência de mamite causada por microrganismos do ambiente, pode-se adotar o sistema de desinfecção das tetas antes da ordenha, mediante técnica e produtos desinfetantes apropriados, adotando-se cuidados para evitar a transferência de resíduos desses produtos para o leite (secagem criteriosa das tetas antes da ordenha);
7.2.2. Após a ordenha, desinfetar imediatamente as tetas com produtos apropriados. Os animais devem ser mantidos em pé pelo tempo necessário para que o esfíncter da teta volte a se fechar. Para isso, recomenda-se oferecer alimentação no cocho após a ordenha;
7.2.3. O leite obtido deve ser coado em recipiente apropriado de aço inoxidável, náilon, alumínio ou plástico atóxico e refrigerado até a temperatura fixada neste Regulamento, em até 3 h;
7.2.4. A limpeza do equipamento de ordenha e do equipamento de refrigeração do leite deve ser feita de acordo com instruções do fabricante, usando-se material e utensílios adequados, bem como detergentes inodoros e incolores.
8. Transporte
Para o seu transporte, deve ser aplicado o Regulamento Técnico para Coleta de Leite Cru Refrigerado e seu Transporte a Granel.
9. Identificação/Rotulagem
Deve ser observada a legislação específica.
10. Métodos de Análise
Os métodos de análises oficiais são os indicados nas tabelas 1 e 2.
11. Colheita de Amostras
Devem ser seguidos os procedimentos padronizados recomendados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento através de Instrução Normativa, ou por delegação deste à Rede Brasileira de Laboratórios de Controle da
Qualidade do Leite ou Instituição Oficial de Referência.
12. Laboratórios credenciados para realização das análises de caráter oficial:
As determinações analíticas de caráter oficial previstas nas tabelas 1 e 2 do presente Regulamento devem ser realizadas exclusivamente pelas Unidades Operacionais integrantes da Rede Brasileira de Laboratórios de Controle da Qualidade do Leite, constituída através da Instrução Normativa nº 37/2002, de 18 de abril de 2002 (D.O.U. de 19.4.2002), ou integrantes da Coordenação de Laboratório Animal (CLA), do Departamento de Defesa Animal (DDA), vinculado à Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) ou por este credenciada.
13. Disposições Gerais
13.1. A coleta de amostras nos tanques de refrigeração individuais localizados nas propriedades rurais e nos tanques comunitários, o seu encaminhamento e o requerimento para realização de análises laboratoriais de caráter oficial, dentro da freqüência e para os itens de qualidade estipulados na Tabela 2 deste Regulamento, devem ser de responsabilidade e correr às expensas do estabelecimento que primeiramente receber o leite de produtores individuais;
13.2. Fica facultado aos estabelecimentos de laticínios anteciparem-se aos prazos fixados na Tabela 2 do presente Regulamento. Para tanto, devem:
13.2.1. Observar o disposto no item 13.1., acima;
13.2.2. Atender os demais instrumentos legais pertinentes;
13.2.3. Apresentar solicitação e receber autorização específica para tal, a ser concedida pelo SIF/DIPOA através de procedimento próprio;
13.3. O controle da qualidade do Leite Cru Refrigerado na propriedade rural ou em tanques comunitários, nos termos do presente Regulamento e dos demais instrumentos legais pertinentes ao assunto, somente será reconhecidopelo sistema oficial de inspeção sanitária a que estiver ligado o estabelecimento, quando realizado exclusivamente em unidade operacional da Rede Brasileira de Laboratórios de Controle da Qualidade do Leite;
13.4. O SIF/DIPOA, a seu critério, pode colher amostras de leite cru refrigerado na propriedade rural para realização de análises fiscais em Laboratório Oficial do MAPA ou em Unidade Operacional credenciada da Rede Brasileira,
referida no item 12, acima. Quando necessário recorrer esta última alternativa, os custos financeiros decorrentes da realização das análises laboratoriais e da remessa
dos resultados analíticos ao Fiscal Federal Agropecuário responsável pela colheita das amostras devem correr por conta da Unidade Operacional credenciada utilizada;
13.5. Durante o período de tempo entre a publicação do presente Regulamento e da sua entrada em vigor, de acordo com os prazos estipulados na Tabela 2, os produtores rurais e ou os estabelecimentos de laticínios que não optarem pela adesão antecipada a esta legislação podem utilizar os serviços da Rede Brasileira de Laboratórios de Controle da Qualidade do Leite para monitorizar a evolução da qualidade do leite;
13.6. Admite-se o transporte do leite em latões ou tarros e em temperatura ambiente, desde que:
13.6.1. O estabelecimento processador concorde em aceitar trabalhar com esse tipo de matéria-prima;
13.6.2. A matéria-prima atinja os padrões de qualidade fixadas no presente Regulamento Técnico, a partir dos prazos constantes da Tabela 2;
13.6.3. O leite seja entregue ao estabelecimento processador no máximo até 2h após a conclusão da ordenha.
» Regulamento técnico da coleta de leite cru refrigerado e seu transporte a granel
ANEXO VI
REGULAMENTO TÉCNICO DA COLETA DE LEITE CRU REFRIGERADO E SEU TRANSPORTE A GRANEL
1. Alcance
1.1. Objetivo
Fixar as condições sob as quais o Leite Cru Refrigerado, independentemente do seu tipo, deve ser coletado na propriedade rural e transportado a granel, visando promover a redução geral de custos de obtenção e, principalmente, a conservação de sua qualidade até a recepção em estabelecimento submetido a inspeção sanitária oficial.
2. Descrição
2.1. Definição
2.1.1. O processo de coleta de Leite Cru Refrigerado a Granel consiste em recolher o produto em caminhões com tanques isotérmicos construídos internamente de aço inoxidável, através de mangote flexível e bomba sanitária, acionada pela energia elétrica da propriedade rural, pelo sistema de transmissão ou caixa de câmbio do próprio caminhão, diretamente do tanque de refrigeração por expansão direta ou dos latões contidos nos refrigeradores de imersão.
3. Instalações e Equipamentos de Refrigeração
3.1. Instalações: deve existir local próprio e específico para a instalação do tanque de refrigeração e armazenagem do leite, mantido sob condições adequadas de limpeza e higiene, atendendo, ainda, o seguinte:
- ser coberto, arejado, pavimentado e de fácil acesso ao veículo coletor, recomendando-se isolamento por paredes;
- ter iluminação natural e artificial adequadas;
- ter ponto de água corrente de boa qualidade, tanque para lavagem de latões (quando utilizados) e de utensílios de coleta, que devem estar reunidos sobre uma bancada de apoio às operações de coleta de amostras;
- a qualidade microbiológica da água utilizada na limpeza e sanitização do equipamento de refrigeração e utensílios em geral constitui ponto crítico no processo de obtenção e refrigeração do leite, devendo ser adequadamente clorada.
3.2. Equipamentos de Refrigeração
3.2.1. Devem ter capacidade mínima de armazenar a produção de acordo com a estratégia de coleta;
3.2.2. Em se tratando de tanque de refrigeração por expansão direta, ser dimensionado de modo tal que permita refrigerar o leite até temperatura igual ou inferior a 4ºC no tempo máximo de 3h após o término da ordenha, independentemente
de sua capacidade;
3.2.3. Em se tratando de tanque de refrigeração
por imersão, ser dimensionado de modo tal que permita refrigerar o leite até temperatura igual ou inferior a 7ºC no tempo máximo de 3h após o término da ordenha, independentemente de sua capacidade;
3.2.4. O motor do refrigerador deve ser instalado em local arejado;
3.2.5. Os tanques de expansão direta devem ser construídos e operados de acordo com Regulamento Técnico específico.
4. Especificações Gerais para Tanques Comunitários
4.1. Admite-se o uso coletivo de tanques de refrigeração a granel ("tanques comunitários"), por produtores de leite, desde que baseados no princípio de operação por expansão direta. A localização do equipamento deve ser estratégica, facilitando a entrega do leite de cada ordenha no local onde o mesmo estiver instalado;
4.2. Não é permitido acumular, em determinada propriedade rural, a produção de mais de uma ordenha para enviá-la uma única vez por dia ao tanque comunitário;
4.3. Não são admitidos tanques de refrigeração comunitários que operem pelo sistema de imersão de latões;
4.4. Os latões devem ser higienizados logo após a entrega do leite, através do enxágüe com água corrente e a utilização de detergentes biodegradáveis e escovas apropriadas;
4.5. A capacidade do tanque de refrigeração para uso coletivo deve ser dimensionada de modo a propiciar condições mais adequadas de operacionalização do sistema, particularmente no que diz respeito à velocidade de refrigeração da matéria-prima.
5. Carro com tanque isotérmico para coleta de leite a granel
5.1. Além das especificações gerais dos carros-tanque, contidas no presente Regulamento ou em legislação específica, devem ser observadas mais as seguintes:
5.1.1. A mangueira coletora deve ser constituída de material atóxico e apto para entrar em contato com alimentos, apresentar-se internamente lisa e fazer parte dos equipamentos do carro-tanque;
5.1.2. No caso da coleta de diferentes tipos de leite, a propriedade produtora de Leite tipo B deve dispor do equipamento necessário ao bombeamento do leite até o caminhão-tanque;
5.1.3. Deve ser provido de caixa isotérmica de fácil sanitização para transporte de amostras e
local para guarda dos utensílios e aparelhos utilizados na coleta;
5.1.4. Deve ser dotado de dispositivo para guarda
e proteção da ponteira, da conexão e da régua de medição do volume de leite;
5.1.5. Deve ser, obrigatoriamente, submetido à limpeza e sanitização após cada descarregamento, juntamente com os seus componentes e acessórios.
6. Procedimentos de Coleta
6.1. O funcionário encarregado da coleta deve receber treinamento básico sobre higiene, análises preliminares do produto e coleta de amostras, podendo ser o próprio motorista do carro-tanque. Deve estar devidamente uniformizado durante a coleta. A ele cabe rejeitar o leite que não atender às exigências, o qual deve permanecer na propriedade;
6.2. A transferência do leite do tanque de refrigeração por expansão direta para o carro-tanque deve se processar sempre em circuito fechado;
6.3. São permitidas coletas simultâneas de diferentes tipos de leite, desde que sejam depositadas em compartimentos diferenciados e devidamente identificados;
6.4. O tempo transcorrido entre a ordenha inicial e seu recebimento no estabelecimento que vai beneficiá-lo (pasteurização, esterilização, etc.) deve ser no máximo
de 48h, independentemente do seu tipo, recomendando-se como ideal um período de tempo não superior a 24h;
6.5. A eventual passagem do Leite Cru Refrigerado na propriedade rural por um Posto de Refrigeração implica sua refrigeração em equipamento a placas até temperatura não superior a 4ºC, admitindo-se sua permanência nesse tipo de estabelecimento pelo período máximo de 6h;
6.6. A passagem do Leite Cru tipo C, enquanto perdurar a sua produção, por um Posto de Refrigeração implica sua refrigeração em equipamento a placas até temperatura não superior a 4ºC, admitindo-se sua permanência nesse tipo de estabelecimento pelo período máximo de 24h;
6.7. Antes do início da coleta, o leite deve ser agitado com utensílio próprio e ter a temperatura anotada, realizando-se a prova de alizarol na concentração mínima de 72% v/v. Em seguida deve ser feita a coleta da amostra, bem como a sanitização do engate da mangueira e da saída do tanque de expansão ou da ponteira coletora de aço inoxidável. A coleta do leite refrigerado
deve ser realizada no local de refrigeração e armazenagem do leite;
6.8. Após a coleta, a mangueira e demais utensílios utilizados na transferência do leite devem ser enxaguados para retirada dos resíduos de leite. Para limpeza e sanitização do tanque de refrigeração por expansão direta, seguir instruções do fabricante do equipamento. O enxágüe final deve ser realizado com água em abundância;
6.9. No caso de tanque de expansão comunitário, o responsável pela recepção do leite e manutenção das suas adequadas condições operacionais deve realizar a prova do alizarol na concentração mínima de 72% v/v no leite de cada latão antes de transferir o seu conteúdo para o tanque, no próprio interesse de todos os seus usuários;
6.10. As amostras de leite a serem submetidas a análises laboratoriais devem ser transportadas em caixas térmicas higienizáveis, na temperatura e demais condições recomendadas pelo laboratório que procederá às análises;
6.11. A temperatura e o volume do leite devem ser registrados em formulários próprios;
6.12. As instalações devem ser limpas diariamente. As vassouras utilizadas na sanitização do piso devem ser exclusivas para este fim;
6.13. O leite que apresentar qualquer anormalidade ou não estiver refrigerado até a temperatura máxima admitida pela legislação em vigor não deve ser coletado a granel.
7. Controle no Estabelecimento Industrial
7.1. A temperatura máxima do Leite Cru Refrigerado no ato de sua recepção no estabelecimento processador é a estabelecida no Regulamento Técnico específico;
7.2. As análises laboratoriais de cada compartimento dos carros-tanque devem ser realizadas no mínimo de acordo com a freqüência especificada para os produtores nos Regulamentos Técnicos de cada tipo de leite;
7.3. O Serviço de Inspeção Federal - SIF/DIPOA pode determinar a alteração dessa freqüência mínima, abrangendo total ou parcialmente os tipos de análises indicadas para cada tipo de leite, sempre que constatar desvios graves nos dados analíticos obtidos ou que ficar evidenciado risco à saúde pública;
7.4. Para recepção de diferentes tipos de leite, a plataforma deve descarregar primeiramente o Leite tipo B ou efetuar a sanitização após a recepção de outros tipos de leite ou, ainda, utilizar linhas separadas para a sua recepção;
7.5. No descarregamento do leite contido nos carros - tanques, podem ser utilizadas mangueiras
no comprimento estritamente necessário para efetuar as conexões. Tais mangueiras devem apresentar as características de acabamento mencionadas neste Regulamento;
7.6. O leite refrigerado a granel pode ser recebido a qualquer hora, de comum acordo com a empresa, observados os prazos de permanência na propriedade/estabelecimentos intermediários e as temperaturas de refrigeração.
8. Procedimentos para Leite com Problema
8.1. O leite do produtor cujas análises revelarem problemas deve ser, obrigatoriamente, submetido a nova coleta para análises no dia subseqüente. Nesse caso, o produtor deve ser comunicado da anormalidade e o leite não deve ser coletado a granel.
8.2. Fica a critério da empresa retirar esse leite separadamente ou deixar que seja entregue pelo próprio produtor diretamente na plataforma de recepção, no horário regulamentar, onde deve ser submetido às análises laboratoriais.
8.3. O leite com problema deve sofrer destinação conforme Plano de Controle de Qualidade do estabelecimento, que deve tratar da questão baseando-se nos Critérios de Julgamento de Leite e Produtos Lácteos, do SIF/DIPOA.
9. Obrigações da Empresa
9.1. A interessada deve manter formalizado e atualizado seu Programa de Coleta a Granel, onde constem:
9.1.1 Nome do produtor, volume e tipo de leite, capacidade do refrigerador, horário e freqüência de coleta;
9.1.2. Rota da linha granelizada, inserida em mapa de localização;
9.1.3. Programa de Controle de Qualidade da matéria-prima, por conjunto de produtores e se necessário, por produtor, observando o estabelecido nos Regulamentos Técnicos;
9.1.4. A empresa deve implantar um programa de educação continuada dos participantes;
9.1.5. Para fins de rastreamento da origem do leite, fica expressamente proibida a recepção de Leite Cru Refrigerado transportado em veículo de propriedade de pessoas físicas ou jurídicas independentes ou não vinculadas formal e comprovadamente ao Programa de Coleta a Granel dos estabelecimentos sob Serviço de Inspeção Federal (SIF) que realizem qualquer tipo de processamento industrial ao leite, incluindo-se sua simples refrigeração.
10. Disposições Gerais
10.1. O produtor integrante de um Programa de Granelização está obrigado a cumprir as especificações do presente Regulamento Técnico. Seu descumprimento parcial ou total pode acarretar, inclusive, seu afastamento desse Programa.
» Dica de Qualidade
DICAS DE QUALIDADE - Atenção
Sabemos que os fatores determinantes da Qualidade do Leite são: Resfriamento imediato do leite, Limpeza dos equipamentos de ordenha e tanques de expansão e Controle da mastite, portanto atenção.
- Quando o leite da segunda ordenha for misturado ao da primeira, a temperatura não deverá ultrapassar os 10ºC, retornando a 4ºC em 2 horas;
- Água de boa qualidade é a base para uma eficiente limpeza;
- Para a limpeza manual, esfregar por completo todas as superfícies dos equipamentos com solução de detergente alcalino clorado e água a 50ºC;
- A Mastite Clínica é aquela possível de ser observada a olho nu, como, por exemplo, a presença de grumos, pus, aspecto aquoso do leite e inchaço do quarto afetado;
- O quarto mamário afetado por Mastite Subclínica tem sua produção reduzida em até 25%;
- A meta em relação ao controle de Mastite Clínica é a manutenção dos índices mensais em níveis inferiores a 1%. Os índices de Mastite Subclínica devem ser inferiores a 15% do total de vacas ordenhadas;
- O pré-dipping é uma das principais medidas na prevenção da Mastite Ambiental;
- O pós-dipping é uma das principais medidas na prevenção da Mastite Contagiosa;
- Não usar toalhas de pano para secar os tetos;
- As teteiras devem ser colocadas no máximo 1 minuto e 30 segundos após a retirada dos primeiros jatos;
- Mosca: fonte de transmissão de Mastite;
- Tratamento de vacas secas é o tratamento com antibiótico, via intramamária, de todas as vacas no dia da secagem;
- Antibiótico é prejudicial à saúde e pode ser detectado no leite;
- Descartar o leite oriundo da vacas com masite.
Prezado Produtor,
Para que o leite seja obtido com qualidade, devemos estar atento a um conjunto de práticas que inclui: nutrição do rebanho, melhoramento genético, higiene de ordenha, água de boa qualidade, refrigeração do leite e controle sanitário do rebanho.
A Instrução Normativa nº 51 estabelece as novas regras para a produção do leite brasileiro e inclui desde as condições necessárias para obtenção de um produto mais seguro até os padrões legais para esse leite. Em relação à sanidade do rebanho, é importante o controle sistemático das parasitoses e da mastite, utilizando apenas produtos aprovados para uso em vacas em lactação e respeitando as bulas dos medicamentos, principalmente sobre o período de carência.
Ainda sobre o controle sanitário, deve-se destacar a necessidade do controle efetivo da brucelose, da tuberculose e de outras doenças que possam colocar em risco a saúde dos animais, do homem e comprometer todo o setor produtivo, a exemplo do que aconteceu com a pecuária de corte devido aos focos de febre aftosa.
Não basta apenas produzir o leite com baixa contagem bacteriana e de células somáticas, alto teor de proteína, de gordura e de sólidos. A qualidade é mais do que isto e significa, ainda, produzir leite seguro a partir de animais sadios e sem resíduos de medicamentos veterinários.
Portanto, iremos abordar neste informativo da qualidade as medidas preventivas para o controle da brucelose, tuberculose e febre aftosa.
Laticínios Taigor's
É obrigatório vacinar as fêmeas entre 3 e 8 meses de idade contra brucelose
» Animais controlados para brucelose
LEITE DE QUALIDADE - ANIMAIS CONTROLADOS PELA BRUCELOSE
A brucelose é uma doença infecto-contagiosa, que acomete principalmente o sistema reprodutivo dos bovinos. A doença provoca graves perdas na produção animal, chegando a causar 25% de diminuição na produção de leite, sem contar com a perda de bezerros ocasionada por abortamentos.
Etiologia (causa)
O agente é uma bactéria do gênero Brucella. E nos bovinos é a Brucella abortus.
Fonte de infecção
Hospedeiros vertebrados que hospedam as brucelas e as eliminam no ambiente: animais doentes ou portadores sãos.
Via de eliminação
- Produtos do abortamento (feto, placenta, líquido amniótico);
- corrimento vaginal e urina (por 15 a 30 dias após aborto ou parto normal);
- sêmen;
- leite.
Via de transmissão
- Transmissão venérea (monta natural);
- ingestão de pastagens, alimentos e/ou água contaminados por restos de aborto;
- secreções vaginais que contenham brucela;
- IA (Inseminação Artificial).
Sintomas
- Infertilidade em fêmeas: decorrência de metrite, retenção de placenta;
- Infertilidade em machos: orquite (inflamação dos testículos);
- Abortamento no terço final da gestação em bovinos.
Diagnóstico
Baseado em:
- Abortos (ocorre após o quinto mês de gestação);
- retenção fetal por 24-72 horas após a morte;
- nascimento de bezerros fracos;
- esterelidade de machos e fêmeas.
Exame laboratorial:
O isolamento é feito a partir de:
- Feto abortado (conteúdo estomacal, fragmentos de baço e pulmões);
- placenta;
- leite;
- sêmen.
O material deve ser colhido com o máximo de assepsia e enviado imediatamente, sob refrigeração, ao laboratório.
Tratamento
Em rebanhos comerciais o tratamento não deve ser realizado, sendo que por questões epidemiológicas é recomendado o sacrifício dos animais.
Controle
O controle da doença é objeto do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT), lançado pelo Ministério da Agricultura em janeiro de 2001, onde a vacinação passou a ser compulsória (a partir de dezembro de 2003) para as bezerras com idade entre 3 e 8 meses de idade.
» Animais controlados para tuberculose
LEITE DE QUALIDADE - ANIMAIS CONTROLADOS PARA TUBERCULOSE
A tuberculose bovina é uma zoonose (doença transmitida dos animais para os homens e vice-versa), causa graves perdas na produção animal, os prejuízos econômicos são altos se considerarmos a diminuição na produção de leite, carne, descarte precoce, eliminação de animais de alto valor zootécnico e condenação de carcaças no abate. Estima-se que os animais infectados percam de 10 a 25% de sua eficiência produtiva.
Etiologia (causa)
O agente é uma bactéria do gênero Mycobacterium, e nos bovinos é a Mycobacterium bovis.
Fonte de infecção
A fonte de infecção são os animais doentes e os portadores sãos (bovinos, bubalinos, humanos, animais silvestres).
Via de eliminação
- Tosse, espirro, corrimento nasal;
- leite;
- urina,
- fezes;
- secreções vaginais, uterinas e sêmen.
Via de transmissão
- Via inalatória (aerossóis em suspensão no ar);
- via digestiva.
Sintomas
- Emagrecimento progressivo;
- aumento de volume dos linfonodos;
- tosse;
- diarréia.
Diagnóstico
Exame físico:
- Emagrecimento e tosse.
Teste tuberculínico:
- Diagnóstico alérgico é o mais utilizado.
Tratamento
Ainda não existe tratamento recomendado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Quando a doença é diagnosticada, é preciso sacrificar o animal.
Controle
- Exames em bovinos e bubalinos;
- controle da saúde dos trabalhadores;
- controle da saúde das espécies animais que se encontram na propriedade;
- utilização de instalações com boa ventilação e com exposição direta à luz solar;
- higienização deve ser realizada com desinfetantes apropriados (hipoclorito de sódio, fenol, formol cresol );
- consumidor deve somente adquirir alimentos de estabelecimentos que comercializem produtos com inspeção federal, estadual ou municipal.
» Animais controlados para febre aftosa
LEITE DE QUALIDADE - ANIMAIS CONTROLADOS PARA FEBRE AFTOSA
A febre aftosa é uma doença altamente contagiosa que infecta todos os animais de casco fendido.
Etiologia (Causa)
O agente etiológico da febre aftosa é um vírus do gênero Aphtovírus.
Fonte de infecção
- Saliva;
- fluidos das vesículas;
- fezes, urina;
- sêmem e leite.
Via de transmissão
- Contato direto com animais infectados ou com subprodutos contaminados;
- trânsito de pessoas em áreas contaminadas, através de roupas e calçados;
- equipamentos usados por veterinários ou usados na própria fazenda incluindo veículos;
- animais que transitam livremente entre as fazendas, tais como roedores, cães, gatos e aves.
Sinais clínicos
- Diminuição na ingestão de alimentos;
- claudicação (manqueira);
- febre e salivação intensa;
- diminuição na produção de leite;
- vesículas e úlceras na boca, língua e espaço interdigital;
- lesões nos tetos são comuns em animais que estão amamentando.
Diagnóstico
Somente técnicos treinados do governo deverão inspecionar os animais, coletar material e enviar a laboratórios de referência.
Os materiais a serem coletados incluem:
- Líquido das vesículas antes de sua ruptura;
- epitélio de vesículas recém-rompidas;
- sangue com anticoagulante, soro;
- fluido do esôfago/faringe.
Tratamento
Abate dos animais.
Controle
A OIE (Organização Internacional de Epizootia) deve ser comunicada quanto à presença da febre aftosa dentro de 48 horas.
O leite é considerado o alimento mais perfeito da natureza. Apresenta uma composição rica em proteínas, vitaminas, gordura, carboidratos e sais minerais (principalmente cálcio), essenciais aos seres humanos. É produzido durante a lactação na glândula mamária da vaca, a partir de elementos que passam do sangue para as células especializadas da glândula. Durante este processo podem passar também medicamentos ou drogas veterinárias que foram administrados às vacas para o controle de alguma doença. Portanto, sempre que se precisar administrar um medicamento à vaca leiteira, deve-se estar alerta para a possibilidade de aparecimento de resíduos no leite.
Um grupo muito importante de substâncias que podem estar presentes no leite são os antimicrobianos. Estes são substâncias empregadas para inibir ou tornar inativos os microrganismos. As substâncias antimicrobianas mais usadas são os antibióticos.
Há diversas razões que levam à preocupação com resíduos de antibióticos no leite. As principais são relacionadas à industrialização e às conseqüências para a saúde humana.
O principal problema para a indústria é a inibição de culturas lácteas sensíveis utilizadas na fabricação de queijos, iogurtes e outros produtos fermentados, dificultando a obtenção destes produtos ou alterando sua qualidade. Outros problemas são a formação de odores desagradáveis na manteiga e no creme. A pasteurização tem pouco ou nenhum efeito sobre o conteúdo de resíduos de antibióticos do leite.
Os problemas ligados à saúde pública se devem à possibilidade de desenvolvimento de reações alérgicas ou tóxicas nos indivíduos que ingerem o leite contaminado com os resíduos de antibióticos. As reações alérgicas se manifestam, geralmente, como urticárias, dermatites ou rinites e asma brônquica. São relacionadas principalmente com as penicilinas, mas tetraciclina, estreptomicina e sulfonamidas podem também causar esse tipo de reação.
Reações tóxicas são relacionadas a alguns antimicrobianos com potencial carcinogênico, isto é, que podem desenvolver tumores em animais de laboratório (ex. sulfametazina, nitrofuranos) ou dar origem a alterações hematológicas em indivíduos susceptíveis (cloranfenicol). Por isso, não se admitem resíduos dessas substâncias no leite, e elas são proibidas para tratamento de vacas leiteiras.
Chama-se período de carência o prazo de eliminação do antibiótico no leite, após a última aplicação. Este período varia de produto para produto, e de acordo com a via de aplicação (intramamária, intramuscular ou intravenosa).Sempre que um antibiótico é recomendado para tratamento de vacas em lactação ou no início do período seco, deve-se estar atento para o período de carência. Isto significa que neste período todo o leite da vaca tratada deve ser retirado do consumo.
O aparecimento de resíduos de antibióticos no leite geralmente se dá após o tratamento de vacas em lactação por problemas de mastite, metrite ou outra doença infecciosa, ou como resultado do tratamento no início do período seco para controlar a mastite. O tratamento para mastite tem sido o principal responsável pelos resíduos no leite.
Mesmo após a aplicação do antibiótico em somente um quarto mamário, ocorre o aparecimento de resíduos no leite nos que não foram tratados. Isto se deve à absorção do antibiótico, que passa para a corrente sangüínea e daí chega aos outros quartos mamários, contaminando todo o leite da vaca.
A imagem que os consumidores possuem do leite e dos derivados lácteos é de produtos saudáveis, nutritivos, livres de adulterantes, contaminantes e de substâncias que possam constituir riscos para a saúde do homem. A presença de resíduos de antibióticos ou outras substâncias químicas no leite pode criar uma imagem negativa dos produtos lácteos, prejudicando o consumo e qualidade.
A porta de entrada de resíduos de antibióticos e outras substâncias químicas no leite é na produção primária. Por isso é muito importante que os produtores compreendam os fatores que levam à presença de resíduos no leite, e como preveni-los.
As análises de antibióticos da Coopatos são feitas diariamente, garantindo a qualidade do leite para o consumidor. Os carreteiros coletam amostras individuais de cada cooperado, e caso tenha algum problema na análise do caminhão, é rastreado para saber onde foi o problema. A Coopatos atendendo a exigência da IN51, e do ministério da agricultura, não pode receber o leite, tendo que ser descartado em aterro sanitário autorizado.
Para maiores esclarecimentos, ou dúvidas a respeito, nós da Coopatos estamos à sua disposição.
Luis Oliveira Lopes
Médico Veterinário Lagoa Grande
Especialista Bovinocultura de leite Puc/Betim
Até pouco tempo atrás cana de açúcar era sinônimo de fonte de volumoso e para animais de baixa exigência, e de baixa genética a quem não tinha acesso às formas de silagens. Não se tinha conceito de nutrição suficiente para fazer entender qual o verdadeiro espaço da cana de açúcar. Algumas apostas ou visões antigas realmente se concretizaram, como o incremento do gado holandês para maior produtividade, e necessidade também de não perder rusticidade, onde se tem várias visões de cruzamentos de raças genéticas. A cana de açúcar na pecuária perdeu um pouco de força nos últimos 20 anos, sendo colocado como obstáculo a genética que estava vindo, e de que precisava mais, um volumoso de alta qualidade, onde se aumentou e muito a técnicas de silagem de milho e sorgo, tipos de espécies, as mais exigentes, transgênicos ou não, empurrados com a facilidade de acesso a máquinas agrícolas e facilidade ilusória de manejo.
Em sistema de irrigação de pastagens intensivo, com ou sem irrigação, com sistema de lotação alto, a cana é usado como volumoso em vacas com baixa e média produção,principalmente na época do inverno onde o foto período é menor, e crescimento foliar é pequeno, forçando a diminuir a lotação de pastagens, ou seja, mesmo em sistemas de alta tecnologia a cana tem seu espaço, porque não usar em sua propriedade?
Antes de falar das vantagens da cana, e tentar não fechar conceito de ninguém, vou falar das dificuldades da silagem de milho. Silagem de milho de qualidade realmente é superior a uma cana bem manejada, porém se a produção estiver próxima ou superior a 40 t/ha. Além da necessidade de uma produção alta, a silagem de milho necessita de máquinas na época correta de corte, variando em até 7 dias. Uma dificuldade da silagem de milho em sequeiro é o processo de ensilagem como: lona ruim, trator pequeno para compactar a silagem, deficiência da uniformidade da silagem.
Dificuldade da cana de açúcar:
- Péssima qualidade da fibra (baixa digestibilidade)
- Desequilíbrio de nutrientes: baixo teor de proteína e minerais
- Mão-de-obra para colheita do volume
- Dificuldade para mecanização da colheita associada à freqüente e intensa manutenção dos conjuntos mecanizados.
A grosso modo parece inviável usar cana nos processos de produção, antes de conhecer e dominar conceitos básicos da nutrição como:
- Alto teor de sacarose/ baixo teor de fibra.
- Alta produção de matéria seca por unidade de área em baixa frequência de cortes.
- Baixo custo/kg de matéria seca.
- Agronomicamente simples (risco agronômico baixo).
- Semi-perene.
- Possibilidade de compra e venda.
- Não exige ensilagem ou fenação.
- Tradicional entre produtores de leite.
- Tecnologia de ponta nacional(Temos as melhores genéticas no Brasil).
A cana de açúcar poder ser perfeitamente balanceada, conforme produção, estágio de lactação e exigência de cada animal ou lote na propriedade, conseguindo produções superiores a 40 Kg Leite/dia. Uma cana de açúcar de qualidade e dentro dos padrões agronômicos podem produzir de 80 até 150 t/ha/ano, já apresentando dados de cana irrigada de 250 t/ha/ano.
A cana pode ser uma boa opção na recria(animais jovens), em vacas com baixa produtividade, e vacas abaixo de 30 Kg de leite/dia.A cana exige alguns cuidados básico,s que muitos ainda erram em conceitos como o uso de uréia. A uréia é uma fonte de proteína degradada no rúmen, que ajuda a balancear a cana, porém não existe receita de bolo de colocar 1% de uréia na cana, pois depende da exigência do animal, se uma vaca comer 35 Kg de cana, ela comeria 350 g de uréia, teoricamente não teria problema nenhum, se essa vaca for de baixa produção, pois a vaca de alta produção com níveis altos de PDR(Proteína Degradada no Rúmen), aumenta os níveis de amônia no fígado, e que precisa do uso de ATP(energia do animal) para transformar em amônia em uréia, para ser excretada, ou seja o uso de uréia deve ser relativo a cada exigência do animal.
Muitos perguntam qual o tamanho da partícula da cana para ser fornecida aos animais, e a resposta é a seguinte: a menor possível, ou próxima ao pó. Muitos podem questionar que essa partícula não é suficiente para ser fibra efetiva no rúmen, e a resposta é que mesmo a cana tendo baixa fibra, porém a fibra que tem é de baixíssima qualidade, ela é suficiente para estimular o processo de ruminação do animal, facilitando que aumente a taxa de passagem da cana pelo o sistema digestivo dos ruminantes.
Outra dúvida é sobre o manejo da vaca e pra isso há algumas dicas:
- Corte a cana para picar em no máximo 3 dias, desde que esteja na sombra.
- Uso de cal somente para fazer a silagem da vaca, pois a mistura com a cal e a cana in natura não melhora a produção animal, melhorando apenas o tempo de perda do produto.
- A calagem da cana in natura melhora um pouco a qualidade da fibra que é pouca e de baixa qualidade, porém diminui o teor de sacarose que é importante para o animal.
- A cana deve ser picada 2 vezes ao dia, pois diminui palatabilidade pela fermentação ao longo dos dias.
- Atualmente é preconizado para o uso de silagem com melhor qualidade o uso de cal a 1% da cana ou inoculação com L. Buchneri.
Portanto produtor, como já falamos anteriormente, analisa o volumoso que realmente é produzido na fazenda, se realmente é uma fonte de qualidade, e qual é o custo, e se tem como melhorar. Mas nunca se esqueça que não se pode fechar conceitos, e que produção de leite não é receita de bolo, e que não tem fórmula mágica e nem alimento milagroso. A cana é sim uma boa alternativa de volumoso de baixo custo e balanceável em qualquer dieta, agora cabe analisar a viabilidade em cada propriedade.
Luis Oliveira Lopes
Médico Veterinário CRMV/MG-8406
Pós graduado bovinocultura leite Puc-Betim/MG
Pós graduando em pecuária leiteira Rehagro/Uberlândia
Antes da ordenha:
Lavar as latas, coador e baldes com detergente neutro e enxaguar com água quente.
Durante a ordenha:
- Teste da caneca telada.
- Soltar o bezerro(se for bezerro ao pé)
- limpeza dos tetos com água se preciso(Somente se estiver sujo e somente nos tetos).
- pré dipping com selante de iodo diluído 1:1 nos 4 tetos, e deixar agir por 30 segundos.
- secagem dos tetos com papel toalha, um para cada teto.
- Lavar as mãos com água+água sanitária(proporção de 10 ml/litro de água)
- Secar as mãos com papel toalha
- Ordenhar o animal .
- pós dipping com iodo selante puro.
OBS: Para a limpeza das mãos existe uma adaptação com flange ½ , em um balde, onde é acoplado uma torneira, para facilitar o processo, sendo esse balde preso na parte superior da instalação.
Após a ordenha:
- enxaguar os baldes, latas e coador com água fria.
- lavar os baldes, latas e coador com sabão em pó clorado.
- passar ácido uma vez na semana nas latas e baldes.
Higienização e manejo correto de ordenha mecânica
Após a ordenha:
- enxágüe com água fria durante 5 minutos.
- lavar com alcalino clorado, 50 ml/10 litros de água, durante 10 minutos com água quente a 75 ºC
- lavar com ácido 50 ml/10 litros de água e bater com água quente durante 5 minutos(1 vez na semana).
Durante a ordenha:
- Teste da caneca telada.
- Soltar o bezerro(se for bezerro ao pé)
- limpeza dos tetos com água se preciso(Somente se estiver sujo e somente nos tetos).
- pré dipping com selante de iodo diluído 1:1 nos 4 tetos, e deixar agir por 30 segundos.
- secagem dos tetos com papel toalha, um para cada teto.
- Ordenhar o animal .
- pós dipping com iodo selante puro.
Antes da ordenha:
- bater 10 minutos com água quente a 75°C com água sanitária, na proporção de 50 ml de água sanitária /10 litros de água.
Obs: -usar este método em cada ordenha, duas vezes ao dia, exceto o ácido.
- lavar os materiais de ordenha manualmente, uma vez na semana.
- teteiras e mangueiras do leite, lavar com as escovas próprias todo o dia, após o enxague.
CCS (contagem de células somáticas) são todas as células do organismo, exceto as células reprodutivas, células que vão para o leite são os leucócitos (células de defesa) e células de escamação do úbere, onde sempre há presença dessas células no leite, variando entre países de 300.000 a 400.000 cls/ml de leite, no rebanho considerado normal, sendo que no Brasil, conforme In-51 de 2002, o valor máximo de CCS de um rebanho será 400.000 cls/ml de leite a partir de julho de 2011.
O aumento dos leucócitos se deve ao aumento do desafio do ambiente alto ou contaminação bacteriana e o aumento das células de escamação aumenta conforme tempo de lactação e idade dos animais, porém nem sempre a vaca com DEL (dias em lactação) alto terá CCS alta, sendo que a genética influencia um pouco nessa área.
A CCS alta é uma alteração multifatorial, dependendo principalmente de:
- Nutrição
- Manejo e instalações
- Reprodução
- Secagem de vacas
- Conforto animal
A nutrição é base para a saúde do animal, quando se tem uma alimentação balanceada, o sistema imunológico (defesa) está mais forte e melhor para defender dos microorganismos.
O manejo geralmente é o mais agravante na propriedade, o produtor esquece que tem que tirar o esterco dos animais na época da seca, pelo menos uma vez por semana, esquece que tem que arrumar entrada de porteira na época da seca. Muitos produtores ironizam quando fala que tem que diminuir o barro, porém não adianta iodo selador de ultima geração, se tem um desafio alto no ambiente. Como já foi falado anteriormente o leite começa do básico, para depois o produtor querer inventar. Antes de uma ordenha de ultima geração, vacinas, homeopatia, o produtor deve se preocupar em fazer o feijão com arroz, que se torna mais barato.
O manejo bem feito também é aquele que faz linha de ordenha básica como: novilhas , lote A, Lote B e assim por diante....manejo bom é aquele produtor que deixa a vaca menos tempo na sala de ordenha possível, acabou de ordenhar solta para o pasto ou para o cocho (desde que tenha alimentação disponível) para não deitar logo após a ordenha.
Manejo bom é onde a vaca passa não passar o barro acima da linha do casco, onde as vacas tenham sombra suficiente e de qualidade (6 metros quadrados por vaca ). Um bom manejo também, depende de horário de ordenha, lembrando que as vacas alimentam nas horas mais frescas do dia. Um bom manejo de ordenha também ajuda a controlar a mastite contagiosa, podendo ser um foco de contaminação quando mal feita.
A reprodução é outro ponto crítico, e o desafio da fazenda é depois de um parto de uma vaca, em quanto tempo ela estará prenha de novo, cada fazenda deve ter uma análise de PEV(período de espera voluntário) de seu rebanho, intercedendo e estimulando o cio dos animais atrasados. Diminuir a idade ao primeiro parto das novilhas, forçando o descarte voluntário dos animais , diminuindo a CCS do rebanho, lembrando que em um rebanho sadio, as novilhas tendem a ter CCS menor.
Secagem de vacas é a melhor época de tratar mastite subclínica, diminuir a ccs do animal para a outra lactação, sendo a melhor forma de secagem é:
-Forma abrupta: animais até 10 Kg de leite/dia, ordenhando o animal e aplicar antibiótico vaca seca em cada quarto mamário.
- Forma forçada: começa a preparação uma semana antes, retirando o concentrado do animal e ordenhando o animal 1 vez/dia, depois de uma semana faz o antibiótico vaca seca no animal, sendo uma bisnaga por quarto mamário.
Conforto animal é outro ponto importante, uns não reconhecem o valor, muitos outros reconhecem e fazem errados e pouquíssimos produtores fazem da forma correta. Representa até 30% da produção de leite diretamente, além de problemas indiretos como CCS e reprodução. Um animal fora do conforto, aumenta o nível de cortisol (hormônio do stress), este mesmo diminui o sistema imunológico, deixando o animal em uma situação de risco, como mastite subclínica e clínica.
Muitos técnicos ainda infelizmente, quando tem um caso de mastite subclínica alto no rebanho tentar tratar, fazer antibiótico em todos os tetos afetados, mas esquecem de tirar a causa do problema, e quando acha a causa do problema o produtor muitas das vezes acha difícil a mudança, quer que melhora mas sem mudança de atitude.
O primeiro passo para o sucesso é achar os pontos críticos da fazenda, onde estão as maiores falhas e tentar controlá-las, teste de CCS individual e teste de CMT ajuda, porém precisam ser usados para tomar atitudes na fazenda conforme estratégia estabelecida.
Não esqueçam que vaca não erra, quem erra somos nós, se a CCS está alta a culpa é do produtor que não conseguiu fazer o seu papel e lembrar que qualidade não é mais um diferencial e sim uma obrigação de todos os produtores.
Luis Oliveira Lopes
Médico Veterinário
CRMV/MG-8406
Especialista Pecuária de leite Rehagro/Uberlândia
Especialista em Bovinocultura de leite Puc/Betim
Fornecimento de água de qualidade para vacas leiteiras
No leite 87% é água. A água é um fator limitante na produção de leite, e os níveis de consumo são variáveis conforme a qualidade e disponibilidade da água.
Na saída da ordenha é responsável por até 40% do consumo diário de água, sendo importante não limitar este consumo, geralmente inconscientemente, muitas vezes por dimensões, limpeza e posicionamento dos bebedouros de formas inadequadas. Sendo necessário 60 cm linear/vaca tanto na sala de espera quanto na saída dos animais, valores calculados por lotes, pois muitas vezes os animais vão para a sala de ordenha em grupos separados. Nas pistas de alimentação ou nas áreas de lazer, calcular de 9 a 12 cm linear/vaca de bebedouro.
A fórmula usada para calcular consumo por vaca é a seguinte:
- Consumo de água (Kg/dia) = 0,9 x produção de leite (kg/dia) + 1,58 x consumo de MS (kg/dia) + 0,05 x consumo de sódio (Na), (g/dia) + 1,197 x temperatura média diária (graus C) + 16.
Por exemplo, uma vaca de 40 Kg leite/dia, consumindo 70g de sal , 23 kg MS/dia e temperatura de 27 graus, consome por dia em média 124 litros de água.
Para cálculos de dimensionamento e necessidade de volume de água faz-se como base a tabela abaixo:
Categoria animal |
Consumo
(l/dia) |
Variação |
Vacas em lactação |
62,5 |
15,6 |
Vaca e novilha em final de lactação |
50,9 |
12,9 |
Vaca seca e novilha gestante |
45 |
12,9 |
Novilha em idade de inseminação |
48,8 |
14,4 |
Fêmea desmamada |
29,8 |
7,2 |
Bezerro lactante (a pasto) |
11,2 |
3,0 |
Bezerro lactante (baia até 60 dias ) |
1,0 |
0,4 |
Fonte: Embrapa/CNPGL
No provisionamento de água é essencial a limpeza dos bebedouros pelo menos 1 vez /semana, com renovação da água de 2 vezes /dia, com altura 0,60 a 0,90 metros e profundidade de 15 a 30 cm, portanto é essencial uma boa vazão de água.
Portanto para alguns vão parecer que dados sobre o consumo de água são desprezíveis, mas água faz parte de conforto animal, que representa até 40% da produção possível de leite junto com demais fatores de conforto. O texto veio mostrar justamente pela a simplicidade, que na produção de leite se começa pelo o básico, “fazer o básico bem feito”, fazer o básico antes de procurar soluções milagrosas para o sistema leite e como os outros assuntos já abordados, o consumo de água inadequado abrange em mais de 90% das propriedades leiteiras.
Luis oliveira Lopes
Médico Veterinário CRMV-8406
Especialista bovinocultura de leite Puc/Betim-MG
Devido a nova ordem econômica, os negócios agropecuários revestem-se da mesma complexidade, importância e dinâmica dos demais setores da economia (indústria, comércio e serviços), exigindo do produtor rural uma nova visão da administração dos seus negócios. Assim, é notória a necessidade de abandonar a posição tradicional de sitiante / fazendeiro para assumir o papel de empresário rural, independente do tamanho de sua propriedade rural e do seu sistema de produção de leite.
A necessidade de analisar a atividade leiteira é extremamente importante, pois, por meio dela, o produtor passa a conhecer com detalhes e a utilizar, de maneira inteligente e econômica, os fatores de produção (terra, trabalho e capital), sanidade, nutrição,manejo e reprodução. A partir daí, localiza os pontos de estrangulamento, para depois concentrar esforços gerenciais e tecnológicos, para obter sucesso na sua atividade e atingir os seus objetivos de maximização de resultados ou minimização de custos.
A análise econômica é o processo pelo qual o produtor passa a conhecer os resultados obtidos, em termos monetários, de cada atividade da empresa rural. É por meio de resultados econômicos que o produtor pode tomar, conscientemente, suas decisões e encarar o seu sistema de produção de leite como uma empresa.
Portanto, há uma demanda crescente de técnicos nas propriedades rurais, médicos veterinários, agrônomos, para viabilizar a produção leiteira, dando suporte ao produtor na área de sanidade, alimentação, reprodução, administração, manejo. É indispensável um olhar técnico sobre a propriedade e identificar os pontos a melhorar e evitar problemas futuros.
Apenas com alguns detalhes, o produtor vê o resultado, como por exemplo: diminuir intervalo entre partos, conseguindo ter uma densidade de produção maior, com o mesmo número de animais, diminuindo o número de vacas secas.
O leite funciona como um jogo de engrenagem, interdependente e muitos pontos de possibilidade de erro, e muitas das vezes quem está de dentro não vê os erros ou não os quer enxergar. O Técnico apara as arestas, e coloca o produtor no caminho certo, viável, com uma visão maior, coloca o produtor dentro do mercado de leite.
A Coopatos disponibiliza o serviço de assistência técnica mensal, pela empresa Aplicc, que presta serviço por toda a região, com técnicos especializados. A Coopatos Subsidia 40% do serviço prestado, incentivando assim o produtor de crescer e melhorar, dando oportunidade para quem quer melhorar na atividade.
O cooperado que estiver interessado em maiores detalhes pode entrar em contato com Leandro(DRC), ou nas Agropecuárias Coopatos de sua cidade.
Luis Oliveira Lopes
Médico Veterinário Lagoa Grande
Especialista Bovinocultura de leite Puc/Betim
Ao longo dos anos na produção leiteira, como muitos já ouviram, teve uma mudança, de tirador de leite, para empresário rural, o que muda drasticamente a forma de condução de uma propriedade leiteira. O empresário rural, além de estar atento aos problemas internos da fazenda, precisa observar os aspectos macro, como as questões políticas, tendência de preços de leite, de insumos, entre outros.
Outro ponto comumente errado na produção leiteira e outras é o objetivo de cada propriedade, e quais as metas a serem cumpridas, sendo este a base para o crescimento sustentável , para assim montar as estratégias, o que chamamos de planejamento estratégico na produção de leite. Nem sempre é somente aumentar produção, mas sim tornar cada vez mais viável, aumentando a lucratividade e vale lembrar que aumentar lucratividade nem sempre é diminuir custo imediato, como por exemplo: o leite abaixa o preço, o produtor diminui bastante a ingestão de concentrado, e esquece das conseqüência que são muito piores, como uma taxa de concepção baixa, taxa de serviço alta, aumento de número de vaca seca, aumento de CCS, aumento do DEL(média de dias em lactação ) médio, além da produção de leite despencar.
O novo produtor não pode ter a visão de uma semana ou de um mês, e sim para 5 ou 10 anos, sendo este outro diferencial, ver além do dia a dia, ver os problemas de cima, analisar e criar soluções, um outro exemplo: um produtor com CCS alta, que diz já fez de tudo, mas se fala para fazer uma linha de ordenha, ou uma secagem de vaca seca bem feita, ou um manejo de ordenha bem feita,ou uma sombra bem manejada , muitas das vezes acha difícil, ou seja, quer melhorar sem mudança, não tem como mudar uma situação sem mudança de atitude.
Por isso, que aumentou muito a procura por consultorias, que na verdade o profissional vende o conhecimento sobre tal situação, e que coloca o produtor no caminho certo. E o que a gente está vendo é uma seleção natural, os que não se enquadram e os que não vão se enquadrar nas novas necessidades, vão saindo, vão largando a produção de leite. E por outro lado tem produtores otimistas, cada vez melhorando mais e viabilizando cada vez mais a produção, explicação esta que nas cooperativas em geral, diminui o número de cooperados fornecedores de leite e aumenta a média de leite entregues diariamente.
Temos a 7ª Semana Coopatos, um evento para o cooperado, o produtor planeja suas compras, planeja para a seca do ano que vem, saber o quanto precisa de silo, quantos animais irá tratar, qual á área, qual a análise da área. Fazer as compras para viabilizar produção, com mais descontos, e oportunidade de conhecer novos produtos e novas tecnologias.
Portanto produtor rural, se atente as novas tendências, antes de reclamar de qualidade, analise as tendências , antes de reclamar de preço, analise tendência de mercado, e entenda o porque. Comece o planejamento com o objetivo e meta de cada propriedade, e analise se está no caminho ou não. Não pense somente em diminuir o custo, mas sim preocupa em aumentar sempre o lucro final, ou seja, não tem problema aumentar o gasto se você ganha a mais, se seu lucro é maior.
Luis Oliveira Lopes
Médico Veterinário CRMV/MG-8406
Pós graduado bovinocultura leite Puc-Betim/MG
Pós graduando em pecuária leiteira Rehagro/Uberlândia
Prezado Produtor,
Os carrapatos são os ectoparasitas mais importantes para a pecuária de leite, sendo que cerca de 75% da população bovina mundial é atingida por este parasitismo. As regiões tropicais e subtropicais apresentam condições favoráveis para o desenvolvimento dos carrapatos, os quais vivem nestes países em condições naturalmente endêmicas.
Os prejuízos causados por este ectoparasita estão associados à baixa conversão alimentar, redução na produção de leite, anemia e transmissão de agentes que provocam graves enfermidades. Além disso há os elevados prejuízos indiretos, como a redução da natalidade, consumo de carrapaticidas, investimentos em tratmentos, podendo causar até morte do animal, especialmente os mais jovens.
Na tentativa de evitar que a situação chegue a tal ponto, os carrapaticidas são utilizados indiscriminadamente, levando ao aumento dos gastos e à seleção e proliferação de populações de carrapatos resistentes às bases químicas disponíveis, além da poluição ambiental e da elevada quantidade de resíduos nos produtos derivados dos animais tratados, como é o caso do leite.
Para evitar o risco da contaminação do leite por carrapaticidas e os outros prejuízos causados pelo carrapato, este informativo traz alguns pontos importantes para o controle correto destes ectoparasitas..

É através da produção de leite com qualidade que o prdoutor possibilita à cooperativa conquistar novos mercados.
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DICAS DE QUALIDADE
Cuidados com o uso de carrapaticidas
- Usar o produto mais adequado na dose correta recomendada na bula do fabricante.
- Preparar o produto da forma correta, principalmente com relação a diluição na água para o banho.
- Fazer a pulverização de forma correta e com pressão adequada, molhando todas as superfícies dos animais.
- Não realizar o banho nos horários de sol mais forte, poi podem levar a intoxicação dos animais.
- Animais debilitados ou cansados, vacas no pré-parto merecem atenção especial, pois muitos produtos podem ter restrições para uso nestes casos.
- Produtos de uso sistêmico (pour-on ou injetáveis), como as Ivermectinas, na maioria das vezes não são de uso permitido para vacas em lactação pois levam a presença de resíduos no leite. Netes caos a atenção com a bula deve ser redobrada.
- Assim como no caso de qualquer outro medicamento, o uso dos carrapaticidas deve ser feito segundo as orientações apenas de um Médico Veterinário.
- Como todo o produto tóxico, a manipulação desses produtos deve ser feita utilizando equipamentos de proteção individual (EPI), como luvas e máscaras, principalmente no que se refere aos banhos.

A qualidade do leite e de seus derivados depende do cuidado com a saúde e o bem-estra animal.
Fontes e Fotos:
EMBRAPA - INSTRUÇÃO TÉCNICA PARA O PRODUTOR DE LEITE, John Furlong e Márcia Prata; EMBRAPA - COMUNICADO TÉCNICO: Carrapatos dos bovinos, John Furlong, Márcia Prata e Márcia Cristina de Azevedo.
Prezado Produtor,
Atualmente, a ocorrência de resíduos de antibióticos no leite tem sido um dos grandes desafios impostos às indústrias de laticínios no mundo, pois interferem na manufatura de alguns derivados lácteos, são causadores de reações alérgicas em humanos e aumentam a resistência dos microrganismos. Desta forma, é crescente a demanda do mercado consumidor por alimentos seguros e de boa qualidade, ou seja, isentos de resíduos de medicamentos veterinários.
Para prevenir as graves conseqüências dos resíduos de antibióticos no leite, a Taigor's vai abordar neste informativo as principais causas da presença de resíduos de antibióticos no leite. O objetivo é auxiliar o produtor a ter controle sobre o uso de antibióticos e evitar os prejuízos decorrentes da presença de resíduos destas drogas no leite.
A principal causa dos resíduos de antibióticos encontrados no leite hoje é o tratamento de mastite. Estima-se que 80% a 90% dos casos de resíduos, têm como causa o tratamento da mastite, principal doença do rebanho leiteiro que requer, como tratamento, o uso de antibiótico. Porém o produtor deve estar atento, pois problemas de casco, problemas respiratórios ou outros que necessitem de tratamento com antibióticos poderão ser causas de resíduos de medicamentos no leite.
O maior índice de contaminação ocorre durante o período de lactação dos animais, independente da via de aplicação (intramuscular, intramamária, intrauterina, endovenosa, oral, tópica ou através da pele). Portanto, para se evitar a presença de resíduos no leite, é fundamental respeitar o período de carência especificado na bula do remédio.
O uso correto dos antibióticos traz benefícios para toda a cadeia produtiva do leite. Além disso, garante a qualidade e segurança do alimento que chega a mesa do consumidor.

Correto manejo de ordenha, a limpeza adequadados equipamentos de ordenha, correto dimensionamento das instalações e controle sanitário do rebanho, são fundamentais para diminuir o uso de antibiótico.
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DICAS DE QUALIDADE
Pontos importantes para um programa de controle de mastite
- Higiene Adequada da Ordenha: a ordenha de tetos limpos e secos influencia na redução de novas infecções de mastite e colabora para a produção de leite com qualidade.
- Usar uma quantidade adequada de água e solução desinfetante no preparo dos tetos e úberes para a ordenha.
- Os tetos devem ser cuidadosamente secos antes de serem ordenhados, utilizando toalha de papel descartável.
- Uso correto dos equipamentos de ordenha: manter o nível de vácuo estável e evitar o deslizamento das teteiras ou a entrada de ar nas mesmas.
- Imersão dos tetos em solução de iodo após o término da ordenha, de modo a cobri-los por completo.
- Quando da secagem do animal, deve-se tratar todos os tetos, com um produto especialmente formulado para o tratamento de vaca seca.
- Tratamento imediato de todos os casos clínicos de mastite.
- Descarte de vacas com histórico crônico de mastite clínica.
- Fazer um monitoramento da contagem individual de células somáticas das vacas em lactação.
- Proporcionar um ambiente limpo e confortável para os animais
É proporcionando um ambiente limpo para os animais e trabalhando na prevenção da mastite, que o produtor diminui o uso de medicamentos e melhora a qualidade do seu leite.
Fontes e Fotos:
Estratégias para Controle de Mastite da Qualidade do Leite - Marcos Veiga dos Santos e Luis Fernando da Fonseca, Vencendo a Luta Contra a Mastite - GEA Weztfalia Surge
Prezado Produtor,
A mastite permanece como a doença que mais causa prejuízo à pecuária leiteira, embora tenham sido desenvolvidas muitas estratégias de controle e prevenção. Neste caso as perdas estão relacionadas à diminuição da produtividade e aumento nos custos de produção. A análise dos custos da mastite em rebanhos leiteiros inclui todas as perdasassociadas à ocorrência da doença, assim como os custos das medidas de controle.
Dentre as perdas é preciso estar atento à redução da produção de leite em decorrência da mastite subclínica, esta redução pode representar cerca de 70% a 80% do total de perdas. A mastite subclínica é caracterizada pela ausência de alterações visíveis no leite ou no úbere. Além da redução da produção, a mastite subclínica leva ao aumento na contagem de células somáticas e alterações na composição do leite como, por exemplo, diminuição no teor de gordura do leite.
Uma forma de diagnosticar a mastite subclínica e estimar as perdas de produção de leite é através da utilização da Contagem de Células Somáticas de cada vaca ou do tanque. Desta forma, conhecer a CCS do rebanho e do tanque passa a ser importante não apenas como um parâmetro de qualidade a ser avaliado e bonificado, como também uma forma de monitorar possíveis perdas na produção de leite.
O objetivo deste informativo é demonstrar ao produtor as técnicas mais utilizadas para determinar a Contagem de Células Somáticas, como utilizá-las e suas diferenças. Todas possibilitam ao produtor monitorar a CCS no seu rebanho, passando o mesmo a ter informações que possibilitem a tomada de decisões para o controle da mastite subclínica, melhoria na qualidade do leite e ganhos de produção.

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DICAS DE QUALIDADE
O entendimento dos fatores que afetam a CCS do leite é fundamental para a correta interpretação dos resultados obtidos.
- Nível de infecção da glândula mamária: vacas que estão livres de infecção intramamária apresentam CCS em torno de 200.000 cél./mL, valor menor do que o encontrado em vacas infectadas.
- A CCS pode variar durante a ordenha: a CCS é menor imediatamente antes do início e maior nas porções finais da ordenha.
- Horário da ordenha: amostras coletadas na ordenha da tarde podem ter CCS maior que na ordenha da manhã, portanto as amostras compostas devem ser obtidas a partir do leite das duas ordenhas (manhã e tarde).
- Idade da vaca: há um aumento na CCS à medida que a idade da vaca aumenta, em função de maior reposta celular de vacas adultas, aumento da prevalência de infecções e lesões residuais de infecções anteriores.
- Estágio de lactação: observa-se grande elevação da CCS após o parto e os níveis normais somente retornam cerca de 8 a 14 dias depois. É observado também um aumento da CCS antes da secagem, principalmente quando a produção cai abaixo de 4 Kg / dia.
- Condições ambientais: as condições ambientais dos meses mais quentes do ano aumentam os fatores de risco para ocorrência de novas infecções, que são as causas principais da elevação da CCS. Em condições de estresse térmico ocorre maior exposição do teto aos agentes causadores de mastite.
Fontes e Fotos:
Manual da Qualidade Taigor's, Estratégias para Controle de Mastite e Melhoria da Qualidade do Leite - Marcos Veiga dos Santos e Luís Fernando da Fonseca, Vencendo a Luta Contra a Mastite ? Westfalia Surge.
Prezado Produtor,
A qualidade do leite depende de vários fatores, a maioria deles relacionados à rotina diária de trabalho da propriedade. Entre estas, podemos destacar a ordenha das vacas como atividade fundamental para a qualidade do leite. O momento da ordenha é o mais importante na pecuária leiteira. O produto dela, o leite, é a consolidação econômica da atividade. Porém, este também é um momento muito delicado, é hora em que há maior risco das vacas contraírem mastite, além do alto risco de contaminação microbiana do leite.
Independente do tamanho do rebanho e do tipo de ordenha realizado, o manejo correto é muito importante para o controle de mastite e para a produção de leite em condições adequadas de higiene. Os princípios para um correto manejo são: ordenhar com tetos limpos e secos, desinfetar os tetos antes da ordenha, estimular a ejeção do leite, extrair de forma rápida e eficiente o leite e desinfetar os tetos após a ordenha. Os resultados destes procedimentos são: redução de novas infecções mamárias, baixo risco de lesão nos tetos das vacas e melhor qualidade do leite.
É muito importante enfatizar o trabalho do ordenhador, pois este é o fator decisivo para a correta realização da ordenha. A sala de ordenha é o centro de todas as tarefas que envolvem a produção de leite, mas o sucesso da produção depende da qualidade do trabalho durante a ordenha. Sendo assim, as pessoas que trabalham na ordenha devem ser treinadas e motivadas.
Neste informativo serão abordadas todas as etapas do manejo de ordenha, com o objetivo de melhorar a qualidade do leite e controlar a mastite. Em cada etapa serão comentados os procedimentos corretos e os cuidados a serem tomados. Desta forma, o produtor poderá melhorar a eficiência de seu manejo de ordenha e a qualidade de seu leite.

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DICAS DE QUALIDADE
Pontos importantes a serem observados no manejo de ordenha.
- Para verificar se o equipamento está fazendo a ordenha completa das vacas, pode realizar o seguinte teste : após a retirada do conjunto, ordenhe manualmente algumas vacas e caso o leite residual exceda a 300 ml, deve-se checar se a rotina de ordenha e verificar se o equipamento está funcionando adequadamente.
- É importante manter sempre a mesma rotina correta de ordenha.
- É fundamental verificar os filtros de leite no final de cada ordenha, para determinar se os tetos estavam limpos e secos quando as teteiras foram colocadas.
- As fêmeas com mastite clínica e as que estão em tratamento ou em período de carência devem ser ordenhadas por último e
- A mastite clínica é possível de ser observada a olho nu, devido a presença de grumos no teste da caneca, aspecto aquoso do leite e inchaço do quarto afetado.
- Teteiras desgastadas deixam de ordenhar de 4 a 5% do leite produzido.
- Vacas em sombreamento têm menor temperatura corporal, menor freqüência respiratória e podem produzir até 10% a mais de leite do que vacas expostas ao Sol.
Fontes e Fotos:
Estratégias para Controle de Mastite e Melhoria da Qualidade do Leite - Marcos Veiga dos Santos e Luís Fernando da Fonseca, Vencendo a Luta Contra a Mastite - Westfalia Surge